Números mostram que Cristiano Ronaldo não “pipoca” em finais de Champions

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Foram quatro decisões de Liga dos Campeões e três títulos conquistados. Os 75% de aproveitamento em finais não livram Cristiano Ronaldo das acusações de não ir bem em decisões.

O debute em finais da competição mais importante da Europa ocorreu em 2008, contra o Chelsea. Ainda no Manchester United, o gajo abriu o placar com um gol de cabeça aos 26 minutos. Ele finalizou mais duas vezes, sem acertar o alvo em nenhuma. Apesar de tudo, foi o segundo maior finalizador da equipe inglesa, atrás apenas de Carlos Tevez. A decisão foi para os pênaltis e Ronaldo perdeu o seu, defendido por Petr Cech. Se não fosse pelo escorregão de John Terry, que desperdiçou sua cobrança, a falha do português poderia ter significado a perda do título para o United.

Na temporada seguinte, ainda no time inglês, foi a vez de enfrentar o Barcelona. Provavelmente tenha sido sua atuação mais apagada em finais de Liga dos Campeões. Sua equipe perdeu por 2 a 0 e ele finalizou a gol seis vezes, sem efetividade.

Em 2014, já no Real Madrid, o adversário foi o Atlético de Madrid. Vindo de uma temporada desgastante, na qual ele marcou 51 gols em 47 jogos, Cristiano não chegou 100% fisicamente para a final. Apesar disso, ele finalizou nove vezes, acertou 49 passes e sofreu 3 faltas. Já na prorrogação, ele converteu o pênalti, que resultou no quarto gol do time merengue, na vitória por 4 a 1 sobre o rival.

Na final desta temporada, novamente contra o Atlético, CR7 chegou outra vez com problemas físicos. Foram 3 finalizações no alvo, sem converter nenhuma. 29 passes certos e 2 faltas sofridas. No entanto, o protagonismo do craque português ficou guardado para os pênaltis. Após Juanfran desperdiçar sua cobrança, o pênalti decisivo ficou para Ronaldo. Sem titubear, ele cobrou no canto direito, sem chances para o goleiro Oblak e garantiu o 11º título europeu do Real Madrid.

A temporada européia é bastante desgastante, principalmente para quem, como o português, se dedica de forma sobre-humana em busca de títulos, recordes e artilharias. Como a final da UCL é o último jogo da temporada, é natural que ele não chegue a partida em seu auge físico.

Embora não tenha tido uma atuação histórica e indiscutível em finais de Liga dos Campeões, Cristiano Ronaldo não se esconde nas partidas e acabou sendo decisivo em todas as finais que sua equipe se sagrou campeã.