Opinião: Levante a cabeça, Simeone

Reprodução/Facebook Diego Simeone

Sou suspeito de falar a respeito do trabalho de Diego Simeone. Diversas vezes escrevi artigos, neste mesmo espaço, exaltando os feitos do treinador e também do Atlético de Madrid. Neste sábado, 28, no entanto, o treinador argentino acabou sendo derrotado em sua segunda final de UEFA Champions League, mais uma vez pelo Real Madri, tendo ele mesmo classificado como um “fracasso”. Porém, “Cholo”, como é apelidado, não deve abaixar a cabeça, pois seu trabalho continua sendo fantástico e outras conquistas virão em futuro próximo, tenho certeza disso!

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Em seu currículo, desde que chegou ao Atlético de Madrid em 2011, Diego Simeone recolocou o clube da capital espanhola no caminho das vitórias, mesmo tendo orçamento e investimentos menores que Real Madrid e Barcelona. Voltou a ser respeitado entre as agremiações europeias, conquistou a UEFA Europa League, a Supercopa da UEFA, Supercopa da Espanha, Copa do Rei e Campeonato Espanhol, implantou filosofia de jogo baseada na marcação e também na raça, ganhando o nome de “Time de Libertadores”.

Na atual edição da UEFA Champions League, jogando na sua velha tática baseada na raça e muita marcação, Diego Simeone teve papel fundamental ao eliminar dois dos principais favoritos da competição, Barcelona e Bayern de Munique, as quais constam na lista das melhores equipes do planeta. A campanha colchonera foi brilhante, muito por conta dos ensinamentos de “Cholo”.

Discordo do treinador quando ele disse em entrevista coletiva logo após a partida que perder as duas finais é um “fracasso”. Na primeira decisão, em 2013/2014, algumas decisões de Simeone foram discutíveis, como colocar Diego Costa e ele deixar o gramado com apenas oito minutos jogados, ou então o fato de tirar todos os atacantes para segurar a vantagem mínima e acabar levando o empate nos instantes finais. No embate final deste sábado, o Atlético teve atuação pífia na primeira etapa, mas a entrada de Carrasco, à mando de “Cholo”, foi essencial no segundo tempo para mudar o panorama do duelo. Os colchoneros estiveram próximos do triunfo e, nesse momento, provavelmente, não estaria escrevendo a este artigo se o pênalti de Griezmann tivesse entrado.

O fato é que, mesmo tendo perdido mais uma final de UEFA Champions League, é preciso exaltar o trabalho de Diego Simeone, que deixou em aberto sua permanência no Atlético de Madrid para a próxima temporada. Arrisco-me a dizer que, em breve, “Cholo” realmente deixará o clube espanhol e passará a ser visto à beira do campo do estádio Monumental de Nuñez, comandando a Seleção Argentina.

Os acontecimentos desta tarde de sábado me fazem lembrar de uma frase a qual conheço e de autor desconhecido: “Uma derrota não faz de ninguém um perdedor, desde que ele levante, erga a cabeça e volte a lutar!”. Portanto, levante a cabeça, Simeone!