Especial melhores finais da Liga dos Campeões: Dortmund x Bayern

Crédito da foto: Reprodução/ Facebook oficial do Bayern de Munique

Arjen Robben. Corta pra dentro e bate forte. Manjado né? Vai marcar para ver. Arjen Robben. Jogador frio. Pé frio. Sobre seus ombros pesara a perda de decisões importantes como Copa do Mundo e a própria Champions League. Arjen Robben. Ele foi o cara.

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Final de 2013 da Champions. O time de Dortmund jogou em cima do Bayern o tempo todo. Marcação alta, muita pegada. Em 15 minutos, Neuer já se candidatava a nome do jogo. O Borussia estava determinado a ser bicampeão europeu.

A partir do vigésimo minuto o jogo rendeu. O Bayern entrou de fato na disputa e o jogo ficou aberto. Trocas de ataques deixavam torcedores e espectadores mundo a fora ansiosos a cada lance. Robben perdeu dois lances cara a cara e via o peso aumentar sobre si.

Robben buscava jogo. Apesar das falhas iniciais, era o cara da equipe de Munique. Mas faltava alguém aparecer ao seu lado tão bem quanto Neuer estava lá no gol. E apareceu. Ribery.

Em jogada construída pelo lado, Robben recebe do francês, tira do goleiro e deixa Mandzukic livre pra abrir o placar aos 15 minutos da última etapa.

O lendário estádio de Wembley, cujo público já superou 200 mil pessoas merecia aquela final como homenagem. Logo após o gol de empate, marcado por Gundogan de pênalti,  O jogo virou uma guerra.

Aos 44 minutos do segundo tempo, bola salva em cima da linha pela defesa de Dortmund. Robben mais uma vez não seria decisivo. Mais uma chance desperdiçada. Mais uma chance.

A chance! Robben recebe de Muller cara a cara. O goleiro se agiganta diante de Robben e o esperado aconteceu. Gol do Bayern.

Roubem fez o que se esperava. Decidiu enfim em uma final. O peso de decisões anteriores não existe mais. As dúvidas sobre Robben não existem mais. Robben não existe mais.

A explosão toma conta de metade do estádio. Metade da Alemanha. E de uma Holanda que a compadecia de um grande jogador que na última hora não ia. Foi! Ah, Robben.

Foi uma final épica. Daquelas que fazem jus a expressão “quem piscar, perde”! Depois daquela partida, aos que assistiram aquele jogo, Robben reescreveu essa expressão: “quem piscar, lembra”!