E se…o Atlético de Madrid tivesse contratado Felipão em 2011?

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Em dezembro de 2011, o técnico Luiz Felipe Scolari treinava o time do Palmeiras. Após um ano e meio no comando da equipe alviverde, o técnico acumulava maus resultados e sua permanência no clube, para a temporada de 2012, era incerta. Do outro lado do Atlântico, o técnico do Atlético de Madrid, Gregorio Manzano, balançava no cargo. O jornal espanhol “As” revelou, em meados de dezembro, que o favorito da diretoria colchonera para substituir Manzano era o técnico pentacampeão mundial com a seleção brasileira. Até o zagueiro Luís Pereira – ídolo de Palmeiras e Atlético nos anos 70 – afirmava que Felipão era o mais cotado para assumir o cargo. Todavia, antes que 2011 acabasse, o Atlético anunciou a contratação do, ainda inexperiente, técnico argentino, Diego Simeone.

O ex-jogador argentino foi ídolo do Atlético de Madrid nos anos 90, jogando pelo clube em dois momentos distintos da carreira (94-97 e 2003 – 2005). Havia iniciado a carreira de treinador há apenas cinco anos e sua experiência na Europa se resumia a alguns poucos jogos dirigindo o Catania da Itália.

Antes disso, Diego Simeone dirigiu apenas clubes argentinos e conquistou o título do Apertura em 2006, comandando o Estudiantes e o Clausura em 2008, pelo River Plate.

De lá pra cá, a escolha mais arriscada – comparando os currículos de Scolari e Simeone em 2011 – mostrou-se a mais acertada da história recente dos colchoneros. Enquanto “El Cholo” – apelido de Simeone que remete às suas origens – acumula títulos e, nos últimos três anos, desafia a supremacia de Barça e Real na Espanha e na Europa, Felipão foi relegado ao ostracismo milionário chinês. Não sem antes, ser apontado como o símbolo do retrocesso do futebol brasileiro, ilustrado pelo resultado vexatório de 7-1 contra a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil.

Impossível prever o que aconteceria se a diretoria do clube espanhol optasse pelo treinador mais estrelado. A aposta em Simeone e – obviamente – nas escolhas do plantel, garantiram ao segundo clube de Madrid: 1 Liga Europa (11-12); 1 Liga (13-14); 2º lugar Liga dos Campeões (13-14); Copa do Rei (12-13). Além de nesta temporada, repetir a final da Liga dos Campeões contra o Real Madrid, no próximo sábado (28), no estádio San Siro, em Milão.

Enquanto, no mesmo período, Felipão conquistou a Copa das Confederações (2013); 1 Liga Chinesa (2015); 1 Liga dos Campeões da Ásia (2015).

Felipão será apenas expectador do maior jogo de clubes do ano. Para alívio dos torcedores e dirigentes colchoneros.