De 1 a 11: O melhor Palmeiras que eu vi jogar

Foto: Divulgação/ Facebook Oficial do Marcos

Sou da geração dos anos 90. Nasci em 1991 e peguei a era Parmalat. Como todos sabem, o Palmeiras tinha grandes times nesta década. Comecei acompanhar o futebol a partir de 97 para 98, os anos que eu lembro com mais clareza. Incentivado pelo meu pai, que me levava ao antigo Palestra Itália, tive um ídolo de Infância, um eterno santo. 

  • GOLEIRO: MARCOS

Da geração que nasceu nesta época, não existe outro camisa 1, ou melhor, camisa 12 que representasse o sentimento palmeirense. Marcos, o São Marcos. Defesas memoráveis contra rivais. Sincero nas saídas de campo. Gente boa nos bastidores do futebol. Carismático. Sem dúvida alguma é o meu ídolo. Quando pequeno, eu jogava bola na rua com os amigos e sempre ficava no gol, e me inspirava neste jogador. Claro que vinha na mente aquela fala dos narradores: – DEFENDEUU MARCOSS!

  • LATERIAS: ARCE E JÚNIOR

Arce sempre impecável nas bolas paradas. Quando existia uma falta a favor do Palmeiras e o paraguaio se preparava para cobrança, era certeza que ia dar trabalho para a defesa adversária. Até hoje, não teve um lateral a altura. O Júnior tinha espírito de liderança. Sempre discreto mais eficiente. Aparecia em momentos decisivos.

  • ZAGUEIROS: HENRIQUE, DANILO E VITOR HUGO

O Henrique e Danilo jogaram demais com a camisa alviverde. Os dois eram monstros na defesa, jogavam cada partida como se fosse final de campeonato. Ficaram tão marcados que até hoje, os torcedores pedem eles de volta. Atualmente, Vitor Hugo tem cumprido o seu papel. O zagueiro-artilheiro, que veio do América-MG, sempre mantém regularidade e seguro. Titular absoluto.

  • MEIAS: ALEX, CLEITON XAVIER E VALDÍVIA

Os clássicos camisa 10. Alex dava um toque de maestria no meio campo do Verdão. Sempre eficiente, ele organizava e armava. Completo, e ainda fazia golaços. Valdívia, o meia que dava amor e ódio na torcida alviverde. O chileno era diferente, fazia jogadas espetaculares que fazia o palmeirense levantar da cadeira, tanto que foi apelidado de Mago. Mas as lesões eram frequentes e atrapalhava o seu rendimento, assim ganhou outro apelido: Chinelinho. Jogava pouco, mas o que jogava, o time ficava diferente. Cleiton Xavier é parecido com Alex, discreto, mais eficiente. Faz poucos gols. Sua especialidade é armar jogadas e colocar o atacante em situação favorável de gol. Hoje, é o 10 atual do time.

  • ATACANTES: EDMUNDO E KLÉBER

Para mim, sem dúvidas são esses caras que honraram o manto. Além de fazer muitos gols, lutavam dentro de campo. O Edmundo acompanhei o final de sua carreira, mas o suficiente para saber que era um grande atacante. Chegava na frente do goleiro adversário e tinha tranquilidade para colocar a bola no fundo da rede. Kléber é do mesmo jeito. O Gladiador chegava até sangrar dos duelos dentro de campo, brigava como se fosse o último jogo da sua vida.

Concorda comigo, palmeirense?



Dennys Carvalho é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdade Integradas Alcântara Machado) e apaixonado por esportes. Já trabalhou na Rádio Escuta/Produção da REDETV!, operador de TV de uma empresa de monitoramento de mídia e Pós-Graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte.