De 1 a 11: O melhor Fluminense que vi jogar

Fluminense
Crédito de imagem: Mailson Santana - Fluminense FC

Este um texto recheado de saudosismo e até mesmo verdadeiras insanidades. Passo, nas palavras que virão a seguir, doses elevadas de emoção e até mesmo hipocrisia, por colocar alguns nomes que não me agradam muito, mas que ficaram eternizados na história do Fluminense Football Club.

Pois bem, vamos lá; a mais remota lembrança que tenho de jogos de futebol é da conquista do Campeonato Carioca de 2002, ano do Centenário, com David Fischel na presidência do clube, Marcão na cabeça de área e Magno Alves guardando as bolas na rede adversária. Os dois citados marcaram gols nas finais sobre o Americano e marcaram a minha memória pra sempre.

Em 2005, com um pouco mais entendimento de futebol, comecei a prestar atenção em um nome fora do campo: Abel Braga, que a meu ver é o melhor técnico da história contemporânea do Fluminense e, por isso, está nessa lista. Nesse mesmo ano ainda surgira um dos maiores craques de bola que Xerém já revelou. Marcelo, canhotinho habilidoso demais, foi alçado e no ano seguinte passou a ser titular absoluto, chegando à Seleção Brasileira por conta de suas atuações. Era um dos grandes nomes do time até sua venda pro Real Madrid, no início de 2007.

Em 2006 chegou ao clube aquele que eu considero o maior zagueiro da história recente do Flu: Thiago Silva, o “Monstro”. Revelado pelo próprio Flu em 2002, saiu e voltou após enfrentar um grande problema de saúde. Foi nesse retorno que ganhou a torcida, teve grandes atuações, chegou à seleção brasileira, e foi um dos grandes nomes no título da Copa do Brasil de 2007 e na campanha da Libertadores de 2008. Em janeiro de 2009, se transferiu pro Milan com o status de mel, hor zagueiro brasileiro à época.

Em 2007 o clube venceu o primeiro título nacional que eu vi: a Copa do Brasil daquele ano. Thiago Neves, um meio-campo canhoto, veloz, habilidoso e goleador oriundo do Paraná, se destacou durante a competição e ganhou a vaga no time titular. No ano seguinte, ele destruiu na Libertadores, marcou três gols na final (o primeiro jogador da história da competição a conseguir tal feito), mas foi um dos responsáveis pelo título não vir: perdeu a sua cobrança na disputa de pênaltis. No meio de 2008, foi vendido pra Europa, e no início de 2009 voltou, mas ficou pouco tempo. Retornou em 2012 e foi um dos principais nomes dos títulos carioca e brasileiro daquele ano.

Também vem de 2007 a justificativa da minha escolha de goleiro; Fernando Henrique era o titular na Copa do Brasil, agarrou muito durante o ano, agarrou muito em 2008 e é prata da casa, ama o clube, esperou a oportunidade desde que subiu, em 2004. É um nome que deveria ser melhor tratado como ídolo pela torcida e clube.

Em 2008 chegou ao clube “o Argentino mais amado do Brasil”: Darío Conca. Coadjuvante na Libertadores 2008, foi o principal nome da equipe nos dois anos seguintes (fuga sensacional de 2009 e título brasileiro de 2010, participando as 38 rodadas e sendo eleito o melhor em tudo o que podia). Na metade de 2011, recebeu uma proposta da China e foi ser o terceiro jogador mais bem pago do mundo. Em 2014 voltou, mas foi obrigado a sair do clube por conta do rompimento com a Unimed com o Flu.

Fechando os jogadores de meio-campo, um luso-brasileiro que jogou “pouco” durante a carreira e que eu tive um prazer gigante ao vê-lo vestindo o Manto Tricolor: Deco. O meia chegou em 2010 vindo do Chelsea, mas só conseguiu se firmar em 2011 por conta de lesões. No ano seguinte, foi um dos principais jogadores nos dois títulos do ano (Campeonatos Carioca e Brasileiro). Maestro!

Minha dupla de ataque é formada por dois centroavantes: Washington “Coração Valente” e Fred. O primeiro ganhou minha eterna admiração por conta da Libertadores de 2008, mais precisamente contra o São Paulo, ao marcar aquele gol nas quartas-de-final do torneio. Gol este que tenho a narração de Luiz Penido no celular até hoje e a cada vez que ouço fico arrepiado da cabeça aos pés. O Coração Valente ainda foi artilheiro do Brasileiro de 2008. Deixou o clube ao final do ano, mas voltou em 2010 melhor do que quando saiu e marcou gols importantes pro título brasileiro.

Já o Fred é o mais longevo jogador do atual elenco e ídolo indubitável da torcida. Chegou em 2009 e foi um dos principais jogadores para aquela fuga milagrosa do rebaixamento. No ano seguinte as lesões o perseguiram, mas ainda sim ajudou o clube a ser campeão em 2010. Nos dois anos seguintes foi protagonista, marcando gols e levantando as taças de 2012. As grandes atuações fizeram com que fosse chamado para a Copa das Confederações do ano seguinte, competição em que foi artilheiro. E se o sucesso com a seleção foi grande em 2013, no ano seguinte não foi bom, e mesmo assim foi abraçado pela torcida. É, hoje, o terceiro maior artilheiro da história do clube e o principal jogador do time.

Ah, já ia me esquecendo… Mariano e Gum estão no time por representarem muito bem o período que viveram em 2009. O lateral estava morto no futebol, veio pro Flu, não estava indo bem até que renasceu junto com o time. Já o zagueiro representa muito bem o apelido que o time ganhou a partir de 2009, “time de guerreiros”. Ele é um Guerreiro Tricolor, sem dúvidas.

Isto posto, está montada a minha seleção do Fluminense de 2002 a 2016.
Melhor FluminenseGOL: Fernando Henrique
LAT.DIR: Mariano
ZAG: Gum
ZAG: Thiago Silva
LAT.ESQ: Marcelo

MEI: Marcão
MEI: Thiago Neves
MEI: Dario Conca
MEI: Deco

ATA: Washington “Coração Valente”
ATA: Fred

TEC: Abel Braga

Menções Honrosas: Diego Cavalieri (goleiro) e Magno Alves (atacante).



Lucas Nunes é um jornalista carioca apaixonado por esportes. Apesar de trabalhar em outros ramos da comunicação atualmente, planeja trilhar carreira no jornalismo esportivo, já que ama, em suma, o futebol, o automobilismo e o MMA.