De 1 a 11: A melhor Ferroviária que eu vi jogar

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Demorou pra cair a ficha quase 10 anos depois que nasci sobre o que é futebol. Pode ter demorado, mas eu não ligo. Fui saber mesmo o que era o jogo depois do tetra da Copa de 1994. Assistia qualquer jogo de qualquer campeonato de qualquer divisão, até que surgiu uma Ferroviária na Fonte Luminosa em minha vida.

Desde então sempre fui acompanhando ela, as notícias do time e saber um pouco mais de quem era quem. Afinal, era mais difícil, já que dificilmente você via notícias da Locomotiva ainda mais disputando divisões inferiores no cenário paulista. Mas podem acreditar, a minha melhor Ferroviária pode até causar um pouco de inveja pelos jogadores que passaram por aqui. E não foram poucos, não.

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Foi uma escolha difícil, mas acho que consegui formar o meu time ideal. Então, vamos lá. Confira os meus 11 jogadores que eu vi jogar com a camisa grená:

Goleiro:

Fiquei em dúvida quanto a esta posição, mas Tuti tem um significado importante dentro da história do clube. Eu cresci vendo ele jogar. Foi formado nas categorias grenás e sempre honrou a camisa com muito amor. A recompensa veio em 2006, onde foi campeão da Copa Federação Paulista (hoje denominada como Copa Paulista), sendo titular durante toda a campanha, além de ter participado do acesso para a Série A2 em 2007.

Zagueiros:

Neste setor eu não tenho dúvida alguma. Thiago Costa e Mauro foram a dupla de zaga que trazia uma segurança incrível. Os dois sabiam sair para o jogo, assim como na marcação não davam espaço. Foi assim por cerca de três anos que os dois deram o sangue pelo time, caindo nas graças da torcida.

Laterais:

Estes são mais recentes, mas merecem. O lateral-direito Paulo Henrique teve três passagens pela Ferroviária e desencantou no ano do acesso. Defensivamente foi extraordinário, assim como apoiava muito bem o ataque. Do outro lado estava Roberto. Jogava com a torcida e tinha uma frieza muito grande para sair jogando com a bola no campo defensivo e chegava ao ataque levando perigo para a zaga adversária. Fazem parte da história e do meu time.

Volantes:

O cão de guarda Vagner e motorzinho Leandro Donizete. Que dupla, amigos. Se for comparado com jogadores de um grande clube, na época era Josué e Mineiro no São Paulo. Enquanto Vagner era cão de guarda, Leandro Donizete, revelado na base grená, dava combate e apoiava o ataque. Esses, com certeza, o torcedor da Ferroviária tem muita saudade.

Meias:

Tivemos bons meias durante este tempo, mas nada se compara a Alan Mineiro e Renato Cajá. Dava pra imaginar esses dois jogando no mesmo time, pena que isso não aconteceu. Renato, como era conhecido nos tempos afeanos, desequilibrava qualquer partida com a sua perna canhota. Batia na bola com perfeição e poucos clubes do interior tinham um jogador como este. Já Alan Mineiro foi o grande destaque do time na A2 de 2015, quando conseguimos voltar. Meia inteligente que jogava dos dois lados do campo. Aparecia como um elemento surpresa, além de ter um chute muito preciso que dava trabalho para os goleiros. Mas, na maioria das vezes, era bola na rede.

Atacantes:

Fiquei em dúvidas, mas aqui está a dupla de ataque do time. A passagem foi curta, mas Fabrício Carvalho, em 2012, teve uma das melhores médias de um atacante da história do clube. Fora 10 gols na Série A2 daquele ano. Quem formaria dupla com ele seria Grafite. Jogou na Ferroviária no início dos anos 2000 e toda vez que saia do banco deixava a sua marca. O atacante deu muitas alegrias por aqui e hoje é um dos principais goleadores do futebol brasileiro.