Cuca revela episódio marcante (e dolorido) como jogador do Palmeiras; confira

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César Greco/Ag. Palmeiras

Cuca já tem mais de 50 dias à frente do comando do Palmeiras e, mesmo com eliminações na Libertadores e Campeonato Paulista, parece ter ganhado a confiança da torcida alviverde. O técnico tem a obsessão de fazer do time do coração campeão ainda em 2016, principalmente do Campeonato Brasileiro, torneio em que o Verdão não levanta a taça desde 1994.

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Aquele esquadrão de 94 comandado por Vanderlei Luxemburgo, com craques como Rivaldo, Edmundo, Evair, Zinho, César Sampaio, entre outros, marcava o auge da parceria entre Palmeiras e Parmalat, começada em 1992, exatamente o ano em que Cuca defendeu o Verdão como jogador.

Integrante do primeiro elenco alviverde em parceria com a multinacional de laticínios, Cuca vivia a pressão pela longa fila que o clube amargava sem títulos. Em 1992, o então atacante, recuado depois para meia, disputou apenas 24 partidas pelo time, com sete gols. Ele foi um dos destaques daquele elenco de Otacílio Gonçalves, mas acabou saindo da Academia de Futebol sem dar títulos ao Verdão.

Passados 24 anos, Cuca guarda recordações de sua breve passagem pelo clube ainda como jogador. Em entrevista ao Lance!, o treinador relembrou um treino marcante no CT da Barra Funda. Pensa que foi por causa de um golaço ou de um lance de efeito do ex-jogador? Que nada!

Marcos tratou de dar "boas-vindas" a Cuca no Palmeiras em 1992. Foto: Divulgação
Marcos tratou de dar “boas-vindas” a Cuca no Palmeiras em 1992. Foto: Divulgação

São Marcos, reserva de Velloso na época, foi protagonista de um lance bastante doloroso para o Cuca ainda jogador. “Aqui tem um lance que eu lembro sempre, do primeiro treino que eu fiz. Acho que foi o Carlinhos que cruzou, eu fui cabecear e o Marcos me quebrou o nariz. No primeiro treino… A única lembrança grande que eu tenho é essa bola. Não esqueço nunca”, relembrou o hoje treinador do Palmeiras, esbanjando bom humor.

Nesse trabalho como treinador, Cuca sabe que só terá o apoio incondicional da torcida do Palmeiras com títulos e boas atuações em campo. A exigência dos palmeirenses é algo que o técnico tem em mente e que reconheceu desde sua passagem como jogador.

“O palmeirense quer ganhar, ver o time jogando bem, não gosta muito daquele toque para trás, aquela cadência. É um torcedor que pressiona o time a jogar no ataque. Você tem de ter uma equipe que responda a essa pressão. A gente tem de entender que quando jogar no Allianz Parque tem de jogar em cima do adversário”, completou Cuca, que comanda o Palmeiras no primeiro jogo pelo Campeonato Brasileiro no sábado, dia 14, contra o Atlético-PR, em casa.



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.