Opinião: Corinthians e o drama de Itaquera

Foto: © Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

Aconteceu de novo! Pela quinta vez, o Corinthians é eliminado em seu estádio em pouco mais de um ano, com mais um placar de 2 a 2, assim como aconteceu contra o Palmeiras pelo Paulistão de 2015 e contra o Audax pelo mesmo campeonato, só que em 2016.

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O Nacional do Uruguai marcou logo aos 5 minutos de jogo e acabou com qualquer possibilidade de pênaltis. O time rival obrigava o Timão a vencer o jogo, algo que não parecia tão impossível quando aos 14 minutos Lucca empatou.

Mas Libertadores é Libertadores, começava ali a malícia uruguaia. Catimba, faltas e cera dominaram o primeiro tempo. Os poucos lances de perigo no restante da primeira etapa foram do time brasileiro.

Após o intervalo, mais um balde de água fria na Fiel: logo aos 11 minutos, Santiago Romero desempatou o jogo a favor dos uruguaios. Era tudo o que o técnico Gustavo Munúa queria, pois ele recuou o time e passou a explorar os contra-ataques para tentar garantir a classificação. Os brasileiros pressionavam, mas paravam na ótima atuação do goleiro Conde, que defendeu ao menos três bolas difíceis durante o segundo tempo, incluindo um pênalti cobrado por André, aos 38 minutos.

A partida se encaminhava para o final. A vitória do Nacional parecia certa quando o juiz argentino Nestor Pitana assinalou outra penalidade máxima, dessa vez inexistente, em toque de mão do zagueiro Polenta. Marquinhos Gabriel cobrou e empatou novamente o jogo aos 48.

No lance seguinte, em cruzamento para a área, Romero, o corintiano, apareceu livre mas inacreditavelmente chutou para fora – a bola e as esperanças de classificação. Resultado final: 2 a 2, e os uruguaios seguem na Libertadores 2016 graças aos gols marcados fora de casa, e agora aguardam o vencedor do duelo entre Boca Juniors da Argentina e Cerro Porteño do Paraguai.