Com apenas dois representantes, 100ª Indy 500 deve ser imprevisível para os brasileiros

Crédito da foto: Divulgação / Facebook oficial Tony Kanaan

Nunca é fácil apontar um vencedor para as 500 milhas de Indianapolis. Mesmo depois da última curva, tudo pode mudar (que o diga JR Hildebrand) e, ao contrário de Mônaco, nem sempre quem larga na frente, chega na frente. Castroneves e Kannan tem uma dura missão para vencer a mais tradicional e importante prova da categoria.

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Na histórica edição da prova, o Brasil será representado por apenas dois pilotos: Hélio Castroneves, na Penske e Tony Kanaan, na Ganassi. Tricampeão da prova, Castroneves vai largar na 9ª posição, enquanto o baiano Kanaan, vencedor em 2013, largará bem mais atrás, em 18º.

“Já larguei em todas as posições nesses 14 anos. Realmente não importa. Tantas coisas podem acontecer. Mas temos um carro competitivo”, disse Kanaan ao site Grande Prêmio. O brasileiro espera ultrapassar alguns adversários logo nas primeiras voltas para sair do tráfego e então observar as mudanças constantes que estejam acontecendo, em especial nas bandeiras amarelas, que normalmente surgem com certa frequência.

Castroneves lembrou, também ao site Grande Prêmio, sua primeira vitória no circuito, em uma corrida em que largou em 11º. O piloto comparou a situação daquele ano com a atual, em que não está totalmente satisfeito com o carro. “Uma vitória em que larguei na 11ª [colocação], nem tanto na frente. Estava chateado porque não sabia porquê meu carro não andava, assim como hoje”.

Nos últimos dias tem feito sol em Indianapolis, mas a previsão do tempo aponta chuva, tanto para sábado quanto para domingo, dia da 100ª edição da prova. A situação climática deixa ainda mais imprevisível qualquer prognóstico, ainda que o francês Pagenaud  seja disparadamente o líder do campeonato e James Hinchcliffe (pole) e Newgarden (2º) tenham se destacado nos treinos.

Vale ressaltar que o grid desse ano está “embaralhado”. Scott Dixon, Marco Andretti e Graham Rahal partem também de trás, o que certamente dará bastante trabalho para os dois brasileiros conseguirem boas posições ao final da corrida e, quem sabe, beber o tão sonhado leite dos vencedores.



Mídias Sociais da AS Roma Brasil, MBA em Gestão Estratégica de Negócios, blogueiro desde 2007 e radialista amador. Escreve sobre futebol italiano, automobilismo e o que aparecer, mas gosta mesmo é de contar boas histórias