Batalha das Quadras: Nike faz evento para “resgatar” a ousadia e velocidade do futebol brasileiro

Hoje o futebol tá muito técnico? Muito tático? Poucos dribles, com pouca ousadia no qual o brasileiro sempre foi conhecido? Pois é, a Nike reparou nisso e tentou “resgatar” este espírito ao fazer o oitavo ano do “Batalha das Quadras” nesta quinta-feira. Mais de 280 jovens entre 16 e 21 anos participaram do evento organizado no Edifício Garagem Menezes Cortes.

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No final de abril, a Nike lançou chuteiras para serem jogados em espaço reduzido como ruas, futsal e society. E foi com esse tema proposto que o evento foi realizado, já que são desses locais de jogo que saíram grandes craques do futebol e saem as jogadas mais geniais que só o futebol brasileiro sabe proporcionar.

Por isso, o regulamento do Batalha das Quadras foi com partidas de cinco minutos de duração, onde a cada gol marcado o tempo era reduzido em um minuto. Assim, a necessidade de vencer incentivava os dribles, já que o empate tirava as duas equipes que estavam em quadra.

Roberto Junior/Torcedores.com - time de Anderson Jacob comemora o título do Batalha das Quadras
Roberto Junior/Torcedores.com – time de Anderson Jacob comemora o título do Batalha das Quadras

Eu acho incrível (a Nike valorizar este estilo de jogo), porque daqui que sai os grandes craques, que a gente consegue tirar os melhores dribles, aquilo que encanta, a magia do futebol brasileiro sai do que a Nike diz ser o futebol de rua, que é o futebol do golzinho, do espaço reduzido“, conta Anderson Jacob que participa do terceiro ano do Batalha das Quadras. “O futebol hoje em dia tá muito robotizado. O que diferencia o jogador é o que faz uma jogada diferente, é um Falcão, um Ronaldinho Gaúcho, que conseguem se livrar de marcadores em curtos espaços. No campo, hoje estamos muito naquilo de cruza, marca seu setor. O futebol brasileiro não é só isso, tem que ser arrumado taticamente, mas nós temos que ter nossa ousadia, nossa criatividade… tem que deixar a gente jogar”, completa.

Como dois jogadores que mostram sua ousadia em campo e que começaram no futsal, Gerson e Ronaldinho Gaúcho foram os escolhidos para representar o evento. O pentacampeão contou que a maioria dos jogadores não gostam de treinar, mas que isso é fundamental para os atletas.

Roberto Junior/Torcedores.com - Ronaldinho fala ao lado de Gérson, do Fluminense
Roberto Junior/Torcedores.com – Ronaldinho fala ao lado de Gérson, do Fluminense

“Quando a gente é novo, a gente fala ‘é muito chato treinar, o negócio é jogar’. Depois de anos de carreira a gente se dá conta do quanto o treinamento é importante. O quanto antes você se der conta disso, melhor pra você. Eu demorei pra caramba para perceber isso, eu poderia ter sido bom”, brincou Ronaldinho. “É chato treinar, mas com os anos vocês vão ver que é essencial”, aconselha Gaúcho, para os garotos.

* O repórter viajou a convite da organização do evento



Jornalista. Como todo torcedor também gosto de dar meus pitacos. Fã da seleção italiana, do Milan e do Arsenal.