Opinião: América-MG, campeão mineiro com propriedade!

Reprodução/Site oficial do América-MG

O América-MG se sagrou campeão mineiro, após empatar com o Atlético-MG por 1 a 1, gols de Clayton e Danilo. Como havia vencido a primeira partida por 2 a 1, o time de Givanildo Oliveira só precisava do empate e conseguiu. O Coelho conquista Minas Gerais mais uma vez, após 15 anos de jejum. Coincidentemente o adversário na final em 2001 foi o Atlético.

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O clima no Gigante da Pampulha era de festa. Mais de 47 mil torcedores, em sua maioria atleticanos, se agitavam nas arquibancadas para assistir a mais uma decisão de campeonato mineiro. E o jogo começou quente, com o Galo buscando o gol nos primeiros minutos, na tentativa de desfazer a vantagem do alviverde.

Givanildo armou o América no 4-4-2, com duas linhas de quatro bem compactas, Artur, Alison, Sueliton e Bryan formavam a linha defensiva. Osman, Guerreiro, Claudinei e Danilo faziam o meio campo e, no ataque, Victor Rangel e Rafael Bastos.

Aguirre surpreendeu ao escalar Carlos Cezar, ao invés de Cazares. Com isso, Marcos Rocha jogava mais adiantado pelo lado direito. Hyuri jogava aberto pela esquerda e dois centroavantes de ofício trombavam com os zagueiros do americanos. Carlos e Pratto eram a esperança de gol, Junior Urso e Carioca fechavam o meio. Completavam o time os zagueiros Thiago e Erazo, além de o lateral-esquerdo Douglas Santos. Era uma espécie de 4-2-4.

O esquema armado por Aguirre estava se mostrando eficiente, os primeiros minutos de partida foram de muita pressão para cima da defesa americana, destaque para a boa movimentação de Marcos Rocha. O América-MG por sua vez tentava encaixar um contra-ataque e de tanto forçar as saídas rápidas o América fez com que o Galo ficasse com um jogador a menos aos 44 minutos. O zagueiro Tiago, após falhar no domínio de uma bola, se viu obrigado a fazer falta no atacante Victor Rangel e foi amarelado pela segunda vez, o atacante sairia cara a cara com o goleiro alvinegro.

O que já era muito difícil ficou ainda mais, o Galo jogaria todo o segundo tempo com um jogador a menos.

O segundo tempo

Aguirre mais uma vez fez uma substituição que não se esperava, todos esperavam que ele voltasse do intervalo substituindo um dos laterais direitos que tinha em campo (Carlos Cezar e Marcos Rocha) por um zagueiro. O treinador tirou Hyuri e quem entrou foi Robinho. Com isso, ele recuou Rocha e Carioca; Clayton, que entrou no lugar de Carlos, ao fim do primeiro tempo, passava a jogar mais aberto pela direita enquanto Pratto ficava mais centralizado e Robinho fazia o lado esquerdo.

As alterações surtiram efeito aos 12 minutos, quando Robinho deixou Pratto em ótima condição. O camisa 9 deu um corte seco em Leandro Guerreiro e bateu. O goleiro João Ricardo defendeu e, no rebote, Clayton fez o gol que dava o título ao Atlético-MG.

O Galo se segurava bem e conseguia conter o ímpeto do América-MG, mas, aos 36 minutos, Givanildo fez a alteração do título. Ele sacou o volante Claudinei e colocou o atacante Borges, que aos 38 ajeitou de peito a bola para que Danilo chegasse batendo de primeira sem chances para Victor.

O Galo ainda teve chance de voltar a vencer na partida, nos pés de Lucas Pratto que, após receber cruzamento de Robinho, bateu uma bola que saiu raspando o travessão. Foi a bola do título americano, que fez uma incrível campanha de recuperação no campeonato, se classificando para o mata-mata apenas na última rodada da primeira fase e sagrou-se campeão após bater Cruzeiro e Atlético, times que vinham se revezando nos últimos 10 anos da conquista do campeonato estadual.

Parabéns, América-MG!!! Parabéns, torcida americana!!!