ESPECIAL MÃE E ATLETA – As superações de Jaqueline

Crédito da foto: Roni Sanches/Divulgação

Jaque é uma das atletas mais vitoriosas dentre todos os esportes no Brasil. Destaque no vôlei, a multicampeã teve de dar um tempo nas quadras para encarar mais um desafio em sua vida: o da maternidade.

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Jaqueline Carvalho, ou Jaque, como é popularmente conhecida no vôlei, carrega consigo uma vasta história de conquistas dentro do esporte. Marcada por dois títulos Olímpicos, em Pequim e em Londres, a jogadora coleciona outros quatro Grand Prix e um Pan-Americano pela Seleção Brasileira. Até o ano passado atuava no Sesi-SP, mesmo clube do marido, Murilo, com o qual tem um filho de dois anos.

A escolha pelo mesmo clube, em 2015, não foi coincidência. Com o Arthur ainda bebê, os pais-atletas buscaram essa proximidade para dar prioridade ao filho que tinha pouco mais de um ano na época. Hoje, com a diminuição dos investimentos do clube no voleibol, Jaque considera a possibilidade de jogar fora do país.

Em ano de Olimpíada, Jaqueline vive outro revés. Para estar de volta às quadras em sua melhor forma, terá de resolver um problema pessoal que afeta diretamente na sua profissão. Com um problema nos pulmões que a incomoda desde o Pan do ano passado, a bicampeã olímpica está disposta a se esforçar para estar presente nos Jogos do Rio em agosto. Para isso, se submete a tratamentos extremamente cuidadosos com medicamentos permitidos pelo doping. Em entrevista, Jaque já chegou a dizer que era movida por esses inconvenientes e que essa seria mais uma superação em sua vida.

OUTROS DESAFIOS

De fato, a jogadora da amarelinha possui um histórico de contratempos em sua vida. Além de estar sem clube e com problemas respiratórios atualmente, Jaqueline viveu, junto com Murilo, outro drama no ano de 2011. Após anunciar sua primeira gravidez e ser dispensada das competições durante o período de gestação, a atleta perdeu seu bebê. A comoção fez a Confederação Brasileira de Vôlei liberar seu marido da estreia da Liga Mundial daquele ano.

Mas como ela disse em conversa com a imprensa, superar desafios é algo comum em sua vida. O ano em sequência era olímpico. Os jogos de Londres iriam servir para a seleção feminina de vôlei defender o ouro, conquistado em 2008. Nos primeiros quatro jogos, foram duas vitórias no tie-break e duas derrotas. Nas quartas de final, uma partida considerada por muitos como uma das mais espetaculares da história olímpica. Brasil e Rússia se encontraram e, mais uma vez, a vitória veio só no quinto set. Jaqueline foi muito elogiada pela crítica naquele duelo. Mas o melhor dela ainda estava por vir…

A final em Pequim, 2008, foi contra os Estados Unidos e o resultado, 3×1 para as brasileiras. A decisão de 2012, idem. E dessa vez, a jogadora foi escolhida a MVP (Most Valuable Player) da partida que trouxe o seu bicampeonato na competição. O prêmio individual de melhor em quadra veio em pouco mais de um ano e três meses após a perda de seu primeiro filho. Em 2016 teremos os jogos olímpicos no Rio de Janeiro. O mundo irá tentar tirar mais um título das mãos do Brasil. Não se sabe se acontecerá um repeteco no pódio ou nas atuações de Jaque com a amarelinha. Para isso, a atleta terá de se recuperar fisicamente para estar na lista do treinador Zé Roberto. Dependendo dela, esse desafio está aí para, mais uma vez, ser superado.