15 melhores finais da Liga dos Campeões: Milan x Liverpool, 2005

Crédito da foto: Divulgação / Facebook oficial UEFA Champions League

A final que nunca terminou. Inesquecível para os Reds. Inexplicável para os Rossoneros. Nem o mais otimista dos mais de 70 mil torcedores presentes no Estádio Atatürk, na Turquia, poderia esperar pelo avassalador jogo do Milan e, muito menos, pela sobrenatural recuperação do Liverpool, naquele eterno 25 de maio de 2005.

Escalado com Dida; Cafu, Stam, Nesta e Maldini; Seedorf, Pirlo e Gattuso; Kaká; Crespo e Shevchenko, o time comandado por Carlo Ancelotti buscava sua sexta taça europeia, enquanto o Liverpool de Rafa Benites, escalado com Dudek; Finnan, Hyypiä, Carragher e Traoré; Kewell, Xabi Alonso, Gerrard e Riise; Luís Garcia e Milan Baros sonhava com a quinta conquista.

O JOGO

40 segundos de partida foram suficientes para Maldini pegar de primeira um cruzamento de Pirlo e abrir o placar. Depois, aos 38’, um contra-ataque fulminante deixou o argentino Crespo em condições de fazer 2 a 0. Atordoado, o Liverpool mal teve tempo de ver Kaká lançar com açúcar para Crespo, sozinho, fazer 3 a 0.

Crédito da foto: Divulgação / Facebook oficial UEFA Champions League
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Fim de jogo? A fatura parecia liquidada com uma tranquilidade que não era digna de uma final de Liga dos Campeões.

O Liverpool voltou transfigurado para o segundo tempo. Bastaram 6 minutos alucinantes dos ingleses, para jogar vinagre em qualquer fio de lógica. Aos 9’, os Reds já haviam diminuído a diferença, graças a um cruzamento de Riise, que encontrou a cabeça de Gerrard.

Dois minutos depois foi a vez de Smicer chutar de fora da área, no cantinho direito de Dida. Mais 4’ minutos e Gattuso não teve outra alternativa a não ser cometer pênalti em Gerrard, sozinho, quase na pequena área. Xabi Alonso cobrou, Dida deu rebote e o próprio Xabi Alonso concretizou o milagre do empate. Épico.

O Milan até tentou retomar a vantagem, mas Dudek foi beatificado ao pegar a cabeceada de Shevchenko e ainda bloquear, sabe-se lá como, a segunda tentativa do ucraniano. Os contornos dramáticos da final em Istambul seriam estendidos até a decisão por pênaltis.

Crédito da foto: Divulgação / Facebook oficial UEFA Champions League
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OS PÊNLATIS

Serginho acertou o travessão. Hamann converteu. Pirlo parou nas mãos de Dudek. Cissè converteu. Tomasson acertou a sua. Riise bateu e Dida pegou. Kaká cobrou e guardou na rede. Nessa altura, 2 a 2.

O clima elétrico prosseguiu. Simicer cobrou e pôs o Liverpool em vantagem. Agora a Europa estava nos pés de Shevchenko e nas luvas de Dudek. O goleiro polaco caiu de leve para o canto direito, esticando a perna e o braço esquerdo. O milagre estava sacramentado. Os ingleses jamais caminharam sozinhos.

LIVERPOOL, CAMPEÃO DA UEFA CHAMPIONS LEAGUE 2004/2005!

Crédito da foto: Divulgação / Facebook oficial UEFA Champions League
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Mídias Sociais da AS Roma Brasil, MBA em Gestão Estratégica de Negócios, blogueiro desde 2007 e radialista amador. Escreve sobre futebol italiano, automobilismo e o que aparecer, mas gosta mesmo é de contar boas histórias