Troféu Maria Lenk: saem os sete primeiros nomes olímpicos

Trofeu Maria Lenk de Natacao, realizado no Centro Aquatico Olimpico. 15 de abril de 2016, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Foto: Ricardo Sodré/ SSPress

Ao final do primeiro dia do TROFÉU MARIA LENK, a última seletiva olímpica da natação para os JOGOS OLÍMPICOS RIO 2016, já sabemos que sete são os nadadores que voltarão ao Parque Aquático Olímpico da Barra, em Agosto, para representar o Time Brasil. O destaque foi mesmo para a prova dos 100 peito, onde nada menos que cinco atletas brasileiros conseguiram índice. O problema é que só vão dois. Analisemos, prova a prova, o que foi esse primeiro dia.

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Começando pelos 400 medley deles. Se Brandonn Pierry Almeida (Corinthians) só relaxou de manhã, à tarde explodiu para fazer o décimo tempo da temporada: 4:14.63. Faltaram 56 centésimos para a superação do Recorde Mundial Júnior dele, mas que importa? Ele entrou para a história como o primeiro vencedor da história da nova piscina e primeiro nadador oficialmente classificado para os Jogos, confirmando o muito de positivo que foi dito a seu respeito ainda no início da década. O pódio foi completado por Leonardo Coelho (Pinheiros, 4:21.17) e Caio Pumputis (Pinheiros, 4:24.88).

Nos 100 borboleta feminino, duas boas e uma má notícia: as boas são os índices de Daiene Dias (Minas), com 58.07, e o (aleluia) de Daynara de Paula (SESI), que depois de bater na trave muitas vezes, hoje enfim marcou um golaço com 58.38, garantindo-se na sua terceira Olimpíada. A má notícia? Após a prova, Daiene anunciou que vai parar. Mais uma aposentadoria, mas na hora certa, porque depois de variar entre fases boas e ruins, e ter participado de dois Pans (Rio 2007 e Guadalajara 2011) consegue sua primeira vaga olímpica. A aplaudir-se também os tempos bons de Natalia de Luccas (Corinthians, 59.81) e Bruna Rocha (Corinthians, 59.87), em grande fase e nadando abaixo do minuto.

Nenhuma novidade nos 400 livre deles. Esperava-se que Giovanny Lima (SESI) ou Miguel Leite Valente (Minas) fizessem companhia a Luiz Altamir (Flamengo) nesta prova. Não foi o que aconteceu. Giovanny até disparou nos 150 primeiros metros, mas o cansaço pesou e ele foi surpreendido por Valente. Faltaram 1 segundo e 22 centésimos para o índice, mas ele venceu com 3:51.62, com Giovanny não passando de 3:54.61. Na final B, Altamir chegou até a começar bem, fazendo rápidas parciais, mas o esforço custou caro: 3:55.00 e o terceiro lugar, mas o que compensa é o fato do cearense conseguir sua primeira Olimpíada, já que fizera 3:50.32 no Open.

Nos 400 medley delas, Joanna Maranhão (Pinheiros) foi completamente dominante. Calando os que pensavam que, já conseguido o índice, ela veio só para brincar, a arretada pernambucana e noiva do ano mostrou que não é bem assim. Uma prova perfeita, coroada com seu segundo melhor tempo ever e um quase Recorde Sulamericano: 4:38.66. Logo atrás, a tcheca Barbara Závadová (4:42.17) e a argentina Virgínia Bardach (que chegou exato um segundo depois). Na parte “nacional”, quem dividiu o pódio com Joanna foram Florencia Perotti (ARG/Pinheiros), com 4:45.30 e a Iron Baby Gabrielle Roncatto (Unisanta), com seu melhor tempo ever: 4:47.65. Uma evolução em seu primeiro certame no retorno ao time ceciliano. E olha que Gabi declarou que não era a prova dela. Com certeza um primeiro bom sinal para um revezamento no 4 x 200 livre.

Por fim, a prova mais esperada da tarde/noite: os sensacionais 100 peito deles, que, como todos esperavam, foi cheia de emoções. Na primeira piscina, João Luiz Gomes Júnior (Pinheiros), Felipe França (Corinthians), Pedro Cardona (Pinheiros) e Felipe Lima (Minas/Auburn) vieram como potenciais postulantes ao ouro. Mas na volta, França e João dominaram e só no toque final o capixaba levou a melhor, piorando só um pouquinho o tempo sensacional da manhã, com 59.10. França até melhorou: manteve o quarto tempo do mundo, mas 20 centésimos abaixo: 59.36. Pena que só esses dois vão, porque cinco nadadores conseguiram índice nesta final. Pedro Cardona foi bronze, com 1:00.11, Lima foi quarto com 1:00.37 e, pasmem, Raphael Rodrigues (Pinheiros) também fez índice, com 1:00.48.

No ranking de clubes, o Pinheiros largou na frente, com 288 pontos, contra 187 do Corinthians, 124 do Minas, 122 do SESI e 89 da Unisanta. Neste sábado, temos os 100 costas F, 200 livre M, 100 peito F, 100 costas M e 400 livre F. Apenas o início de uma jornada espetacular.