Troféu Maria Lenk: dois índices e tempaço nos 100 peito marcam primeira eliminatória

Foto de Satiro Sodré/SSPress

Não podia ter começado melhor o TROFÉU MARIA LENK, no Parque Aquático Olímpico da Barra. Já tivemos o segundo melhor tempo do mundo nos 100 peito masculino e dois índices em uma prova a qual não tínhamos sequer um: os 100 borboleta feminino. Os que já tinham índice resolveram apenas brincar, sem arriscar, talvez deixando o melhor para a tarde

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Na primeira prova da manhã, os 400 medley deles, o recordista mundial júnior Brandonn Pierry Almeida (Corinthians) não quis arriscar e só fez 4:24.97, sendo o terceiro melhor tempo da eliminatória. O melhor tempo foi de Kakeru Murata (JAP), com 4:23.83, tendo Leonardo Coelho (Pinheiros) chegado cinco centésimos depois. O tempo para a final A foram os 4:35.80 de Marcelo Pereira de Araújo (Iate Clube) e para B, 4:37.76 de Cléber Nascimento (Corinthians).

No feminino, Joanna Maranhão (Pinheiros), já com índice, nem arriscou: fez 4:46.54, o suficiente para ser o melhor tempo da manhã. Barbara Závadová (CZE), melhor tempo no balizamento, foi a segunda, com 4:48.16. Para a final A, o tempo-limite foram os 4:55.94 de Nathália Almeida (Flamengo) e para a B, os 5:05.98 de Camila Mello (Minas).

Nos 400 livre deles, a expectativa era para que pelo menos algum nadador consiga fazer companhia à Luiz Altamir Mello (Flamengo). Giovanny Lima (SESI) até tentou, mas na parte final cansou-se e fez 3:54.50, sendo superado por Lucas Kanieski (Minas), que fez 3:53.61 e Miguel Valente (Minas), 3:54.29. Altamir só marcou uma presença: fez 3:57.23 e vai para a Final B. Os tempos-limite foram 3:57.15 para a Final A (feitos por Guilherme Costa, da Unisanta) e 4 minutos exatos na B (de Giuliano Rocco, do Fluminense).

Não havia índices nos 100 borboleta feminino (58.74), e na falta de um, foram dois os de hoje: Daiene Dias (Minas), em grande fase, fez o melhor tempo da manhã, 58.04, seguida de Etiene Medeiros (SESI), sempre ela, que “para quebrar o gelo” (nas palavras de Alexandre Pussieldi), fez 58.49, e não fará a final. A expectativa maior é de Daynara de Paula (SESI), que chegou muito perto novamente, tendo feito 59.01. Para a final A, a “nota de corte” foi 1:00.97 de Giovanna Diamante (Pinheiros) e para a B, 1:03.07 de Luanna Nunes (Pinheiros).

E a grande prova do dia foi mesmo os 100 peito masculino, João Luiz Gomes Júnior (Pinheiros) já tinha o índice, mas quis mais. Quis mostrar para o mundo que está mais forte depois do susto de Doha e simplesmente fez o segundo melhor tempo do mundo na prova em 2016: 59.06. Só os 58.41 que Adam Peaty (GBR) fizera esta semana na Seletiva Britânica são os melhores. E tem mais: Felipe França (Corinthians) fez 59.56, quarto tempo da temporada e Pedro Cardona (Pinheiros), o décimo, com 59.77. Três nadadores brasileiros entre os 10 do mundo e abaixo do minuto. E outra: Felipe Lima (Minas/Auburn) fez 1:00.06, esse já com índice, e Felipe Monni ficou a onze centésimos do 1:00.68 do índice. Um gran finale para uma manhã maravilhosa. Os tempos-limite foram o 1:01.67 de Henrique Barbosa (Unisanta) na Final A e o 1:03.04 de Pedro Valente (Minas), o irmão de Miguel, na Final B.

As finais começam às 17:30, com transmissão pelo SporTV.