Opinião: Rogerio Ceni teve carreira de glórias e polêmicas

Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Acompanho futebol desde 1983 e pude ver grandes ídolos nos nossos campos (o que infelizmente não temos hoje). Hoje vou falar sobre o maior que eu vi no meu São Paulo, Rogério Ceni, que teve uma carreira brilhante com glórias e algumas polêmicas.

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Ceni chegou no São Paulo ainda em 1990 durante a titularidade de outro gênio da meta: Zetti. Em 93, teve suas primeiras oportunidades como titular e já mostrava um grande talento. Em 94, com a conquista da Copa Conmenbol pelo “expressinho” comandado por Muricy Ramalho, o jovem goleiro mostrava que seria grande no futebol, no São Paulo ou em outro clube. Em 96, ao final da temporada, Zetti deixou o Morumbi ao sentir que a titularidade de Ceni era inevitável.

Em 97, Ceni assumiu a titularidade e mostrou uma regularidade impressionante na meta tricolor. Ainda esse an,o mostrou algo até então incomum aos goleiros brasileiros: Ser um exímio cobrador de faltas.

Em 98, Ceni conquistou seu primeiro caneco como titular ao lado de outro grande ídolo tricolor, Raí. Em 99, no seu terceiro ano como titular, ele causou uma polêmica no jogo da seleção brasileira contra o Barcelona, ao falhar nos dois gols da equipe espanhola e dizer que havia feito a maior partida com a camisa da seleção.

Para piorar, surgiu justamente nesse ano outro gênio da meta: o palmeirense Marcos, que se mostrou um fenômeno ao desbancar o ídolo Veloso e ser o melhor jogador da Libertadores vencida pelo alviverde.

Ceni ainda tinha outro rival de peso: Dida, que já havia vencido 4 Bolas de Prata da Revista Placar, sendo ídolo no Cruzeiro e no Corinthians, e reconhecido como um exímio pegador de pênaltis. Em 2000, Ceni conquistou o Paulistão de 2000 e entrou para a história ao marcar na finalíssima contra o Santos.

Em 2001, porém, veio sua maior polemica na mal falada transferência para o Arsenal da Inglaterra, quando o então presidente tricolor Paulo Amaral lhe impôs 28 dias de suspensão.

No entanto, a partir de 2002, Ceni mostrou a grandeza dos grandes campeões ao se reinventar dentro e fora dos campos. Os erros, quando aconteciam, passaram a ser assumidos com total naturalidade, e ele passou a ser um líder e um exemplo também fora de campo.

Infelizmente para a nação são-paulina, Marcos e Dida, também incontestáveis, eram ídolos em Palmeiras e Corinthians, o que tornava a concorrência pela camisa 1 da seleção brasileira pesada.

Marcos, com a confiança de Felipão, foi o melhor goleiro da Copa na conquista do penta. Ceni foi o terceiro goleiro na mesma Copa.

A partir de 2003, mais amadurecido, Ceni passou a acumular recordes e títulos e se firmar como o maior ídolo da história do São Paulo. Em 2009, outro grande desafio na carreira do goleiro foi superar uma grave lesão já com 36 anos. Mas ele mostrou uma superação impressionante e voltou a atuar como antes.

A partir de 2011, em elencos bem mais limitados tecnicamente, Ceni passou a ser mais diferenciado ainda. No mesmo ano, marcou o centésimo gol da carreira contra o forte Corinthians de Tite. Mesmo já veterano, ainda colecionava atuações impressionantes .

Esse é Rogério Ceni, ídolo e polemico. Eu como são-paulino o respeito muito por ele a maior bandeira que eu vi no São Paulo, embora já tenho sido critico em relação a algumas coisas que ele fez no passado.