Opinião: Rivaldo significou alguém menor do que realmente foi

Rivaldo fez 34 gols (Crédito da foto: Reprodução / Facebook)

Hoje vou falar sobre um ex-jogador que não é lembrado como realmente merece: Rivaldo. Desde sua estréia no Mogi Mirim, ao lado do chamado “carrossel caipira” do técnico Vadão, ele já se mostrava brilhante e que estava destinado a ser grande no futebol.

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Rivaldo teve sua primeira chance em clube grande em 93, no Corinthians, comandado por Mario Sérgio, ocasião em que confirmou seu obvio talento. Mas havia um problema: sua timidez o tornava pequeno demais para a bola que jogava. O mesmo problema ocorreu com outro craque dos gramados, o agora ex-jogador Alex (que vale lembrar chegou a marca de 400 gols na carreira).

Em 94, Rivaldo se transferiu para o Palmeiras, e mais uma vez confirmou seu talento no time comandado por Vanderlei Luxemburgo. Os deuses do futebol o presentearam, pois teve a oportunidade de atuar com craques à altura de seu talento como Edmundo, Muller e Djalminha.

Rivaldo deixou o Parque Antártica em 96 para jogar no futebol espanhol. Com 78 gols em 96 partidas pelo Palmeiras, se tornou um dos maiores ídolos da história do clube. Mas sua timidez e falta de marketing pessoal o tornava muito menor do que a bola que jogava.

Seu destino na Espanha foi o Deportivo La Coruña, onde tinha a missão de substituir o ídolo Bebeto. Mas uma vez Rivaldo não decepcionou e marcou 22 gols em 46 jogos na temporada, despertando rapidamente o interesse do Barcelona.

Em 1997, Rivaldo foi para o Barcelona com outra missão ingrata: substituir Ronaldo. Seu talento explodiu de vez e se tornou o segundo brasileiro com mais gols pelo clube catalão, com 136 tentos. Em 2000, ele foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa. Mas ainda assim sua timidez o tornava pequeno demais para o tamanho da bola que jogava.

Em 2002, Rivaldo foi protagonista do pentacampeonato mundial da seleção brasileira, comandada por Luiz Felipe Scolari, ao lado de Ronaldo. Ainda assim misteriosamente continuava pequeno demais para o tamanho do seu futebol.

No Milan, encontrou outro grande talento, o jovem Kaká, e não brilhou. Detalhe: foi lá que Rivaldo chegou a marca dos 400 gols, expressiva para um jogador de meio campo. Ainda assim, por falta de marketing pessoal, se tornou alguém muito menor do que de fato foi.

Aqui eu deixo minha admiração por Rivaldo, que foi um dos maiores jogadores que vi jogar na vida. Só lamento ele ter ido para o meu São Paulo já em final de carreira.

Mas os fãs do futebol arte sempre irão lembrar do que Rivaldo realmente foi em sua carreira brilhante no futebol. Aos céticos, fica um dado: Rivaldo é tido como ídolo no Barcelona mesmo na era atual de Messi e Neymar, para vocês verem o tamanho de sua grandeza no futebol mundial. Esse texto é minha homenagem a Rivaldo, que completa 44 anos no próximo dia 19.