Opinião: A Rio-2016 não aprendeu com a Copa-2014

Crédito da Foto: Divulgação/Rio 2016

Se considerarmos o fato de que, para ambas as competições, o país teve 7 anos para se preparar, nós estamos bem atrasados. Agora, considerando entre um e outro, a evolução foi praticamente nula.

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Para se ter ideia sobre a Copa-2014, poucas obras ficaram prontas em sua totalidade. Inclusive, vale destacar que, ao falarmos em obras, existem as dos centros esportivos e as de viabilidade/melhoria pública. Um dos exemplos, que demonstram a falta de comprometimento com os prazos, é a Arena Corinthians.

Dentro e fora da arena bilionária, era possível ver áreas isoladas por causa de material de obra. Além disso, vidros que não estavam posicionados, sujeira e cabos a mostra. Agora, em 2016, as últimas obras no entorno estão sendo concluídas.

Falei dessa, mas poderia ter falado de outras como o Maracanã e a Arena Pernambuco, por exemplo.
As Olimpíadas, a exemplo da Copa, teve 7 anos de preparação, mas poucas coisas ficaram prontas para os eventos-teste – que começaram a ser realizados em abril.

A grande maioria das obras está nas fases finais – acima de 90% -, com exceção da “Arena da Juventude” que está com 68%. Já as obras de melhorias para a cidade, bem, visto que a dois anos tivemos a Copa, essa já deveria estar mais que pronta. Contudo, uma grande preocupação é a Baia de Guanabara.

Muito se falou nas obras de melhorias, mas o grande problema é em relação às aguas. Obras para evitar que o esgoto caia diretamente, testes que assustam os competidores, satirizarão em relação a sujeira. Novamente, o Brasil sendo feito de bobo.

Numa fria, e dura, analise ao colocarmos tudo na balança, a conta sai negativa. Usando a poluição da Baia mais uma vez, como exemplo, não existe tempo hábil para recuperar tudo em meses. Se todo esse esforço fosse feito antes, certamente não teríamos problemas.

E novamente, os atrasos nas obras são duros de aceitar. Por mais que existam burocracias que, inevitavelmente, atrasem procedimentos, as obras foram realmente iniciadas num período tardio, causando elevação dos preços e “futuros legados” – que podem nem chegar a ser concluídos (visto, por exemplo, o metro de Salvador que ficaria pronto pra Copa).

No dia 5 de agosto, o mundo, mais uma vez, assistirá a uma grande evento no pais. Agora é rezar para terminar tudo, e torcer para que nada de errado.