Ciclismo de Pista: conheça o esporte das bicicletas sem freio

Crédito da foto: Banco de fotos/MorgueFile

Pense em um esporte com atletas velozes e bicicletas sem freio? Pois é, esse é o Ciclismo de Pista, um dos esportes mais praticados do mundo e que proporciona muita adrenalina a quem pratica e emoção a quem assiste.

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O esporte tem a sua origem no final do século 19, na Inglaterra, onde as competições já aconteciam desde 1870. O primeiro campeonato mundial do Ciclismo de Pista aconteceu em 1885. A estreia em Olimpíadas em 1896, em Atenas, nos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna.

Os atletas competem no velódromo, uma pista oval, feita de madeira que deve ter no mínimo 250 metros de comprimento para competições olímpicas. Ela tem os seus extremos inclinados para não haver perda de aceleração dos atletas.

As bicicletas utilizadas por eles tem a roda fixa, ou seja, os pedais giram sempre que a roda girar e vice versa. Elas são leves, porém bem resistentes e são projetadas para alcançar a maior velocidade. Possuem apenas uma marcha e não tem freios. Exatamente! A ausência dos freios se deve a uma questão de segurança já que em uma prova de velocidade, se um ciclista parar repentinamente ele corre um risco enorme de acidente.

Por falar em segurança, os atletas usam uma roupa feita de elastano, uma fibra sintética conhecida pela sua elasticidade. Além disso, eles também usam um capacete aerodinâmico que graças a sua forma arredondada e sua superfície lisa, ajudam os competidores a enfrentar a resistência do ar o que os possibilita serem alguns segundos mais rápidos.

Este ano vamos conferir provas masculinas e femininas, tanto individuais, quanto em equipes. As modalidades disputadas serão: *Velocidade, em que os ciclistas competem em baterias de dois atletas percorrendo uma distância de 1.000 metros, sendo que apenas os últimos 200 são cronometrados e o primeiro a cruzar a linha de chegada vence.

Temos também a prova de *Velocidade por equipe que no masculino, apresenta dois times com três atletas cada, largando de lados opostos do velódromo, sendo que um ciclista fica atrás do outro. Eles tem de completar 3 voltas, cada bicicleta lidera uma volta e depois se retira da prova. No feminino, são apenas duas voltas e as equipes são compostas por duas atletas.

Outra prova que vamos poder assistir é a de *Perseguição por equipes. Nela cada time, que é composto por 4 atletas, também larga de lados opostos da pista e devem completar um percurso de 4.000 metros. Na final se uma equipe alcançar a outra, ou seja, chegar a uma distância de 1 metro, a prova termina.

Também vamos assistir a modalidade *Keirin. Nesta prova, um pelotão de atletas é conduzido por uma bicicleta motorizada que não pode ser ultrapassada durante o percurso. Nos 700 metros finais o veículo se retira da pista e a partir daí os atletas explodem em direção a linha de chegada. Aquele que for o primeiro vence.

E por último veremos a modalidade *Omnium. Essa categoria do ciclismo de pista estreou nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Ela possui sub-provas de potência e resistência. Vence o atleta que, ao final de todas as provas, acumular mais pontos.

O ciclismo de pista esteve ausente somente na edição de 1912 dos jogos, realizada em Estocolmo e as mulheres só começaram a competir nas Olimpíadas de Seul, em 1988, um século depois da primeira edição moderna dos jogos.

No Rio serão disputadas 12 medalhas e o Brasil já garantiu vaga para competir a prova de Omnium com o ciclista Gideoni Monteiro. Depois de 24 anos, o país vai voltar a disputar uma prova do ciclismo nas Olimpíadas.



Graduada em Jornalismo pela PUC Minas. Mineira e apaixonada por esportes. Possui a coluna Pensamento Feminino no site House of Wrestling e também um boletim olímpico na rádio Sinpro Minas.