Opinião: Santos, parabéns e obrigada por mudar a minha vida

Crédito da Foto: Reprodução/Facebook Oficial do Santos FC.

Minha avó contou, que quando eu era pequena, pedia para ela se sentar ao meu lado para entrevistá-la. Não lembro dessa época. Me recordo que já quis ser muitas coisas. Pensei em ser estilista, fazer faculdade de história e me especializar na cultura africana, pela qual tenho grande apreço, e até ser jogadora de futebol. A última opção, acredito que seria a de menos sucesso. Joguei durante alguns anos na época escolar, mas fui uma verdadeira perna de pau!

 

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Acabei me tornando jornalista. Minha avó já sabia que isso aconteceria…

Sabe quem me levou ao jornalismo? O Santos Futebol Clube. Isso mesmo! O time de Pelé e companhia, que nesta quinta-feira (14) completa 104 anos de história, me impulsionou a entrar em uma faculdade por quatro anos.

Posso dizer que foi o maior título que o clube me deu!

Desde muito pequena acompanho futebol. Sempre assisti aos jogos do Santos e me recordo que ficava sentada no colo do meu pai, acompanhando as partidas do Peixe na TV.

Quando criança, peguei uma década muito difícil do clube. Os anos 1990 definitivamente não foram produtivos para o Alvinegro Praiano. Falta de dinheiro e apenas dois títulos na década, marcaram a época das vacas magras do time.

Nada disso me impediu de admirar o clube e sempre querer dizer a todos que perguntavam o meu time, que eu era santista. Sempre enchi a boca para falar!

Algo que também me toca profundamente é ouvir transmissões de jogos no rádio. Até hoje, abaixo o volume da TV para ouvir as partidas pelas ondas do rádio. Ouvi muito durante a infância, principalmente as partidas do Santos.

Pensando em uma forma de ficar perto do clube que sempre acompanhei profundamente, decidi me tornar jornalista.

Depois que entrei na faculdade, aprendi a diferenciar o passional do profissional. Acredito que apenas descobrindo como separar esses sentimentos, podemos nos tornar grandes jornalistas, especialmente na área esportiva.

Não acho que precisamos esconder o que sentimos, aliás, esse nunca foi o meu forte. Por isso, busco ser a jornalista nas horas que devo ser, mas creio que posso sim, ser a torcedora apaixonada, quando sento no sofá de casa nos dias de folga, para acompanhar a um jogo do Peixe.

O sentimento que nos faz bem, é aquele que nos move, nos melhora, nos faz buscar o que queremos e principalmente, nos aproxima dos nossos ideais. Por isso, posso dizer com todas as letras que o “Santos vive no meu coração”.