Opinião: Palmeiras passará pelo Santos por ter elenco mais homogêneo

Palmeiras x River Plate-URU
Crédito da foto: Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Santos e Palmeiras voltarão a reeditar, no próximo domingo, a grande rivalidade que marcou o futebol brasileiro em 2015. Do lado alviverde, a missão não será nada fácil, pois o Peixe de Dorival Júnior não perde na Vila Belmiro há bastante tempo. Pelo Campeonato Paulista, então, o retrospecto ainda é assustador. O Alvinegro foi derrotado pela última vez, no Alçapão, em 2011, exatamente para o Verdão.

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Jogando na Baixada Santista, o Palmeiras leva vantagem, ainda assim, com 35 vitórias, contra 30 dos anfitriões. Só que, na minha opinião, a vantagem do Alviverde não é o confronto direto, pois isso dificilmente faz diferença em um clássico. Números nunca são parâmetros em jogos dessa importância. O que Cuca pode ter na manga é um elenco mais homogêneo do que o Peixe.

O que isso significa? Ora, o Santos mudou muito pouco de 2015 para 2016. Dorival permaneceu, acertadamente, no comando e ainda tem à sua disposição nomes como Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Gabigol, Thiago Maia, Victor Ferraz e Zeca nas laterais, e a experiência de Renato no meio. No papel, o time titular do Peixe é mais entrosado, porque os jogadores estão juntos há bastante tempo, porém as reposições no banco não são tão boas quanto as do Verdão.

Expliquemos. A escalação de Cuca é um mistério, assim como vem sendo desde o começo do seu trabalho na Academia, porém vejamos por posição: no meio, Gabriel e Matheus Sales foram os mais usados como volantes, porém Thiago Santos, Arouca e Jean podem muito bem substituí-los.

Na armação, Robinho e Allione são os mais utilizados. Com o argentino fora por causa de entorse, o camisa 27 poderá assumir a função, mas, se precisar, Cuca tem Cleiton Xavier descansado (não jogou contra o São Bernardo), Régis, Fellype Gabriel ou mesmo Alecsandro, como um “falso 10” lembrando os tempos de Atlético-MG.

Na frente, então, as possibilidades só se somam, mesmo com a ausência de Dudu (dores musculares).

Cuca pode entrar com dois centroavantes – Alecsandro e Barrios -, pode entrar com três atacantes (Erik/Róger Guedes, Gabriel Jesus e Barrios, ou Erik/Róger Guedes, Jesus e Alecsandro, ou Rafael Marques, Jesus e Barrios/Alecsandro), ou mesmo com um atacante pelas pontas e o centroavante com o trabalho de pivô (Jesus e Alecsandro, Jesus e Barrios, Erik/R. Guedes e Barrios/Alecsandro).

Por isso, apesar de o Santos levar vantagem pela melhor primeira fase e por toda sua hegemonia no Alçapão, o Palmeiras tem titulares e reservas praticamente do mesmo nível. Se Alecsandro sai, Barrios cumpre bem sua função. Gabriel Jesus é, talvez, o que mais se destaca nesse setor, porém Erik, Róger Guedes e Rafael Marques podem desequilibrar também.



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.