Opinião: No caldeirão sacrossanto, São Paulo bate River e está a um empate da próxima fase

Crédito da foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
Crédito da foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
Crédito da foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Caro torcedor Tricolor, que jogo! São Paulo e River Plate fizeram uma partida digna de Taça Libertadores, num Morumbi abarrotado e pulsante. O caldeirão sacrossanto ferveu! Com mais de 51 mil pessoas, o São Paulo bateu os argentinos e ficou próximo à vaga das oitavas de final.

Contra um sólido River Plate, o Tricolor precisou de calma para rodar a bola e achar espaços na retranca millonária. Porém, mais que calma, o São Paulo foi raçudo, mordeu, brigou por cada centímetro quadrado do gramado, não deixou os jogadores adversários pensarem.

Na primeira etapa, o River não chegou no gol de Denis, muito por conta da consistência que o setor defensivo teve, desde Hudson (um monstro no meio), passando por Maicon, Rodrigo Caio e os laterais Bruno e Mena, que anularam os perigosos Alario, Mora e D’Allessandro.

Ainda que houvesse muita luta, o São Paulo oscilou bons e maus momentos. Na volta do intervalo, por exemplo, encontrou muita dificuldade para ter a posse de bola e sair para o jogo, tanto que nesses instantes, o River teve suas melhores oportunidades em todo o jogo.

O São Paulo conseguiu se reafirmar na partida numa sequência crucial: a feitura do segundo gol e a confusão que culminou na expulsão de Vangioni (e o seu D’Allessandro também merecia um cartãozinho).

Contudo, se não for com emoção, não é São Paulo! João Schmidt foi expulso (infantilmente), Michel, Kardec e Centurion (os dois últimos que entraram no decorrer da partida) perderam chances de aumentar o placar, Denis saiu mal e o River diminuiu. Até o apito final foi pura tensão no Morumbi.

No que muitos consideram a melhor partida do São Paulo no ano, o tricolor ganha moral para as próximas partidas, sendo Audax no domingo, pelo Paulista, e a decisão em La Paz, contra o The Strongest (e o Tricolor conta com vantagem do empate para assegurar a vaga).

Se a alguns dias o temor era o principal sentimento do torcedor tricolor, hoje, vemos uma equipe que, se não é brilhante, ao menos é vibrante, raçuda! O time cresce num momento importante da temporada, e o futuro que antes era nebuloso, hoje já é mais calmo. Ainda há sonho no Morumbi.



Cursando Jornalismo e apaixonado pelo esporte bretão, 21. 'Cada um tem um time, e eu não escondo o meu!" - André Henning