Opinião: Esse é o São Paulo que a torcida quer!

São Paulo x Atlético-MG
Crédito de imagem: Reprodução/Twitter Oficial São Paulo FC

Caros torcedores, o dia 13 de Abril de 2016 será um dia para não ser esquecido pelos torcedores são paulinos neste ano e em próximos também. Foi o dia do jogo São Paulo x River Plate da Argentina no Morumbi, válido pela 5ª rodada da fase de grupo da Copa Libertadores. Um dia que o torcedor lavou a alma. No Morumbi, a casa são paulina, com 51.342 apaixonados e entusiasmados tricolores que deram o recorde de público nessa temporada até o momento, e que foram totalmente recompensados. Viram o time corresponder a todas as expectativas esperadas. O time mostrou aplicação, vontade, espírito, determinação, tudo que fez da Libertadores a competição que a torcida mais gosta. Esse foi o São Paulo que a torcida deseja, anseia, quer sempre que possível, nunca parando de lutar.

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Com a mesma equipe titular que jogou contra o Trujillanos, o São Paulo entrou para um jogo decisivo. Apesar de ter várias possibilidades graças a derrota do The Strongest diante do Trujillanos, a vitória era necessária para a questão de confiança e mostrar a capacidade dos jogadores que vestem a camisa Tricolor. E a atitude mostrada logo nos primeiros minutos já dava a tônica do que seria o nervoso, difícil e muito aguardado duelo contra os atuais campeões da competição. No primeiro ataque do São Paulo, Michel Bastos finalizou e Barovero fez simples defesa mas não parava por aí. A equipe, ligada em altíssima tensão, marcava forte e não dava espaços para o toque de bola envolvente dos argentinos e quando tinha a posse de bola, era veloz e chegava com muitos jogadores no ataque criando dificuldades para um River que também marcava bem mas que era sufocado. E através de escanteio, João Schmidt fez Barovero trabalhar com mais dificuldade. O jogo de pressão e de coração do São Paulo inflamava ainda mais uma torcida já motivada e cantando sem parar, vaiando quando a bola estava com jogadores do River e aplaudindo todas as divididas bem sucedidas do jogadores são paulinos. Aos 29 minutos do primeiro tempo, apareceu um dos personagens da partida: o argentino Calleri. Torcedor declarado do Boca Juniors, ele naturalmente fica ainda mais motivado para encarar o River Plate e quando Bruno cruzou na área, Calleri ajeitou no peito, a bola bateu nas costas de Ganso e voltou para um chute forte e com raiva, Calleri explodiu e pediu silêncio para a torcida rival. Êxtase no Morumbi e um típico jogo de Libertadores que o são paulino tanto ama. O primeiro tempo continuou com o São Paulo mandando nas ações e anulando as tentativas do rival. Ao fim da etapa, eram 5 finalizações dos mandantes contra nenhuma dos visitantes.

Porém, a segunda etapa começaria diferente. O River veio para a pressão e assustou o São Paulo com duas finalizações mostrando que não seria coadjuvante na partida. O volante Domingo pegou rebote da zaga e chutou forte e com efeito, Denis foi seguro e fez a defesa, minutos depois, Alario fez cabeceio que passou rente a trave direita. A torcida tratou de cantar na tentativa de religar a equipe do São Paulo. E foi o que aconteceu. Os jogadores se acalmaram e voltaram ao foco, colocaram a bola no chão e sob a liderança técnica de Ganso, voltaram a marcar presença na área dos argentinos. E depois da arrancada de Hudson pelo setor esquerdo, o mesmo sofreu falta que foi cobrada com precisão por Michel Bastos na cabeça de Calleri que nem precisou subir para cabecear forte e estufar a rede pela segunda vez na partida aos 14 minutos e chegar aos 7 na competição. O artilheiro da Copa Libertadores da América. O libertador do Tricolor.

O placar de 2 x 0 deu tranquilidade para o São Paulo e incomodou demais os jogadores do River, cenário para tumultos estava desenhado. Logo aos 17 minutos, logo após o gol e em mais um ataque tricolor, Bruno sofreu falta violenta de D’Alessandro e caído, tomou uma bolada de Vangioni. A confusão estava armada. Jogadores do São Paulo foram tirar satisfação e o mesmo Vangioni acertou um tapa em Calleri. Bauza entrou no campo, reservas do São Paulo e do River também. Depois que a briga se esvaiu, o juiz uruguaio Andrés Cunha, aplicou cartão amarelo para Calleri e o vermelho para Vangioni que armou a peleja. Mas os argentinos tentariam tirar Calleri do campo e temendo a perseguição, Patón Bauza tirou o artilheiro da noite e lançou Alan Kardec ao campo de jogo. O clima ficou menos hostil na partida e o São Paulo tratava de continuar em cima mas o River não se entregou. Em falta no meio campo cometida por João Schmidt aos 34 minutos, Lucho González lançou na área, Denis saiu mal vindo a falhar, Mercado ajeitou de cabeça e Alonso cabeceou para o gol vazio. O placar de 2 x 1 causava preocupação. Aos 41, o mesmo João Schmidt fez outra falta e foi expulso de campo, igualando o número de jogadores para cada lado, o que proporcionou uma pressão por parte do time argentino. Nessa altura, o São Paulo marcava e apostava nos contra-ataques e aos 46 minutos, num passe de Thiago Mendes, Alan Kardec arrancou com a bola, invadiu a área e chutou para fora a chance de dar o sossego que a torcida pedia. A partida continuava com os tons de dramaticidade que marcam os jogos decisivos mas o time continua valente e guerreiro, a pressão já desesperada do River continuava através de escanteios. Na última chance do São Paulo, Centurión ajeitou no peito e na hora de chutar frente a frente com o goleiro Barovero, escorregou. Depois desse lance, foi só cercar a área e esperar o apito final do juiz que veio depois dos 51 minutos. Alívio e festa da torcida e jogadores que ficaram em campo para saudar aos mais de 51 mil espectadores felizes com o resultado e o desempenho do time. Uma partida para ser o divisor de águas nesse ano de 2016 e marcar uma nova era.

O São Paulo agora só precisa de um empate no jogo contra o The Strongest em La Paz, quinta-feira, para se classificar para as oitavas de final. A torcida acredita, os jogadores acreditam e quando há essa união, é difícil segurar o São Paulo, um clube que ama a Libertadores.