Opinião: Corinthians com olhos no gato e no peixe. Só não pode deixar fugir

Crédito da Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

Os dois próximos adversários do Corinthians não são grandes rivais ou adversários de grande tradição. O chaveamento na Libertadores trouxe o Nacional (URU) em vez do Rosario Central (ARG) e no Paulistão, o Osasco Audax em vez do São Paulo. Nos dois casos, a classificação é mais que possível, desde que se jogue com um olho no gato e outro no peixe. E não perca nenhum dos dois.

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Contra o Nacional, a parte psicológica da equipe vai ter o melhor teste da temporada. Os uruguaios já provaram, contra o Palmeiras, que sabem impor a tradicional “catimba” da Libertadores, em casa ou nos domínios do adversário. Na técnica, o Corinthians é plenamente capaz de passar de fase, mas a cabeça precisa, mais do que nunca, estar no lugar.

Ao contrário de 2012, a quantidade de jogadores chamados “cascudos” é bem menor. Contra o Cerro Porteño, o torcedor já teve uma bela amostra do que pode acontecer com um time sem controle dos nervos. André e Rodriguinho não podem cometer o mesmo erro do jogo no Paraguai, mas o aviso serve para os demais “garotos” do elenco.

Do gato para o peixe: contra o Osasco Audax, a questão é bola mesmo. O jogo em Osasco, na fase de classificação, terminou 1 a 0. E dos sofridos. O tipo de jogo do Audax permite usar e abusar da pressão na saída de bola, tanto no goleiro como nos laterais e isso fatalmente fará a diferença se for bem executado.

O time do Audax é bom (e não por sorte venceu o São Paulo por 4 a 1). O caldo pode desandar se a pressão e o “sufoco” no adversário se transformar em pressa, correria sem inteligência. O Audax não tem a menor pressa de fazer o resultado e não vai deixar de jogar seu jogo. Se deu certo até agora, por que mudar?

Dois jogos completamente diferentes vão testar o Corinthians em duas vertentes distintas. A má fase – que aliás os três grandes de São Paulo passaram – parece ter ficado para trás. Resta saber se o Corinthians vai ser capaz de ficar de olho no gato, sem deixar o peixe fugir.



Mídias Sociais da AS Roma Brasil, MBA em Gestão Estratégica de Negócios, blogueiro desde 2007 e radialista amador. Escreve sobre futebol italiano, automobilismo e o que aparecer, mas gosta mesmo é de contar boas histórias