Opinião: como é bom ter um ídolo para amar. Obrigado, Totti

Crédito da foto: Divulgação / Site oficial AS Roma

O torcedor da Roma pode sofrer do coração e sentir-se muitas vezes desiludido com os títulos que não vem. Por outro lado, graças a Francesco Totti, nós sempre temos um norte para mirar. Como é bom ter um ídolo para amar!

LEIA MAIS
O CREPÚSCULO DE UM ÍDOLO: ENTENDA A POLÊMICA DE ENTRE TOTTI E A ROMA
EM UM FESTIVAL DE “LEI DO EX”, TOTTI MARCA NO FIM E SALVA ROMA DA DERROTA

Dizem que ele é mais que um capitão. E é mesmo. Acompanho a Roma há mais de 10 anos, e ele sempre esteve lá. É alma, coração e cérebro. A música “Campo Testaccio”, em homenagem ao primeiro campo da Roma, certamente previu a vinda do Capitano quando diz “petit d’acciaio, astuzia e core”. Não lhe feita peito de aço, astúcia e coração.

O que Totti fez em Roma 3-2 Torino está entre as noites que levam os romanistas às lágrimas. Está entre os jogos que entrarão para história, não pelo resultado, mas por aquilo que representa: o torcedor romanista ouviu o canto do cisne de seu maior ídolo. Sabemos que a hora de parar está chegando. Mas não queremos. Não podemos suportar.

Apesar da forma física. Apesar das opções do técnico (que não está de todo errado). Apesar do futebol moderno de intensidade. Apesar dos quase 40 anos. Apesar dos inúmeros pinos no tornozelo. Apesar do apesar.

Parece clichê, mas para mim e para a torcida da Roma, ter visto Totti jogar foi uma honra e um privilégio. A Fifa nunca o escolheu como melhor do mundo. Não foi necessário. Ele sempre foi NOSSO melhor do mundo. E nisso não se toca.

As recentes polêmicas envolvendo seu nome nada mais são do que o fruto do amor. A Família Sensi, que comandava o clube antes da aquisição pelos americanos, sempre o tratou como o filho querido. O MAIS querido. Os mimos ao Capitão eram evidentes e justificados. Bem… os americanos vieram e a empresa familiar virou caso sério. Todo mundo é igual.

É difícil se despir dos privilégios e aceitar as mudanças. Não foi diferente com ele. Ainda assim, o que ele faz em poucos minutos dentro do campo é de encher o peito de orgulho e fazer gritar sem medo:

TOTTI, NÓS TE AMAMOS.

Faixa bônus: O sempre “imparcial” Carlo Zampa narra o gol de empate. De arrepiar



Mídias Sociais da AS Roma Brasil, MBA em Gestão Estratégica de Negócios, blogueiro desde 2007 e radialista amador. Escreve sobre futebol italiano, automobilismo e o que aparecer, mas gosta mesmo é de contar boas histórias