Opinião: Fred versus Levir, artilheiro versus professor

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Crédito da foto: Nelson Perez/ Fluminense F.C

Com 274 jogos e 167 gols, Fred é o terceiro maior artilheiro da história do Fluminense. Na listagem de ídolos, está entre os maiores da trajetória de 113 anos do clube Carioca. Mas será que é possível o maior goleador da história do Brasileirão em pontos corridos derrubar um técnico da tamanha rodagem que Levir Culpi possui? E o Tricolor, como fica?

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Historicamente, o futebol no Brasil encontra esse tipo de cultura esdrúxula, onde há uma não-aceitação por parte de jogadores frente aos técnicos por algum motivo. Seja por seus métodos de trabalho, conceitos táticos e pelo principal caso que acontece no time das Laranjeiras: Priorizar o conjunto, fazer com que todos se sintam importantes dentro do elenco, mesmo que para isso, precise substituir um ídolo da torcida em todos os jogos.

O técnico curitibano tem total mérito nesse trabalho de reconstrução do plantel, recuperou jogadores como Marcos Júnior, Gerson, Cícero, inclusive o próprio Magnata voltou a ter a veia artilheiro que lhe consagrou em sua primeira passagem pelo Tricolor Carioca nos anos 2000. Fatores preponderantes que alimentaram esse embate entre os dois.

Fred e Levir, um disse e me disse de várias frentes. O mineiro se diz insatisfeito com o técnico, enquanto o comandante argumenta que nem houve um diálogo entre eles, uma novela Mexicana sem previsão para término onde não sabemos quem é verdadeiramente o Protagonista e o Antagonista, porém é preciso ser dito ao meio de tudo isso: A instituição Fluminense Football Clube é maior que divergências políticas, internas e externas.

O Tricolor é a paixão dos torcedores demonstrada pelo pó de arroz jogado nas arquibancadas do Maracanã.