O meu ídolo esquecido: Guga, o carrasco do Corinthians

(Foto: Reprodução/Facebook)

O Torcedores.com tem realizado uma série de especiais durante o mês de abril, em referência ao aniversário do Santos Futebol Clube. Neste especial, os colaboradores são convidados a destacarem um jogador que foi destaque na história do clube e que, atualmente, não tem tanta repercussão midiática. Neste texto, relembrarei a trajetória do atacante Guga, o carrasco do Corinthians.

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Alexandre da Silva, o Guga, teve passagens por diversos clubes do futebol brasileiro. Natural do rio de Janeiro, sua primeira oportunidade foi no Cabofriense, depois passou pelo Acre e pelo Equador. Foi para o Itabuna, onde se destacou na artilharia do Campeonato Baiano e, de lá, foi atuar no Atlético-MG. Antes de chegar ao Santos, jogou por Flamengo, Internacional, Goiás, Goiânia e Inter de Limeira. Foi justamente o destaque na equipe do interior que o levou ao alvinegro praiano.

No Santos, atuou entre 1992 e 1994, disputou 97 jogos e balançou as redes 74 vezes.  Pela torcida, ficou marcado pelos gols anotados sobre o Corinthians. Foram oito, mas seis deles foram distribuídos em dois hat-tricks. O primeiro deles ocorreu em 1992, durante o Campeonato Paulista, em partida vencida pelo placar de 3 a 1, com três gols de Guga, um deles uma pintura com um voleio espetacular.

Em 1994, Guga repetiria a dose, pelo Campeonato Paulista, na vitória do Santos, sobre o Corinthians por 4 a 3. Nesse jogo, o camisa 9 fez outro golaço, dessa vez de cabeça.

Guga foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro em 1993, com 15 gols marcados, superando à época Evair, do Palmeiras, e Clóvis, do Guarani. Certamente um momento importante em um período histórico do Santos de transição e escassez de títulos. Contudo, a alcunha de algoz do Corinthians é a memória mais presente no torcedor.

Depois da passagem pelo Santos, Guga passou por Botafogo, Araçatuba, Bahia, Atlético Paranaense, Bangu, Remo e Cabofriense. Mas nada superou sua passagem pelo Santos. Hoje, Guga é empresário na área de transportes marítimos, se fixou na Ilha Grande, e promove  passeios turísticos na região de Angra dos Reis. Em sua escuna, “Pavarotti”, ele é um guia das atrações locais, mas também fala de sua carreira como jogador de futebol.

Guga é um jogador que brilhou em uma época de vacas magras para o Santos, mas que deveria ter mais espaço e ser mais relembrado por sua contribuição para o futebol e para o clube.

Crédito da foto: Reprodução/TV

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