Blatter culpa sul-americanos e norte-americanos por corrupção na FIFA

Acusado de corrupção, Joseph Blatter acusou sul-americanos de serem culpados sobre crise na FIFA
Crédito da foto: Reprodução/Facebook oficial da Fifa

Joseph Blatter, ex-presidente da FIFA banido do futebol por seis anos devido a envolvimento em esquemas de corrupção e propinas, participou nesta sexta-feira (15) de um painel de discussões que visa encontrar soluções para a crise na FIFA.

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No evento, organizado pela Universidade da Basileia – que teve protestos contra Blatter -, o ex-presidente da FIFA foi perguntado sobre as investigações do FBI que resultaram na prisão de mandatários do futebol internacional. Um deles foi José Maria Marin, antigo presidente da CBF.

“Todos essas pessoas foram presas em Zurique e em outros países são sul-americanas e norte-americanas. Até agora, não foram presos europeus, africanos, asiáticos ou da Oceania. As atividades destas pessoas, as acusações de propina, são atividades que tiveram com as confederações”, argumentou Blatter.

Blatter também tentou se afastar de qualquer conexão com os cartolas. “Quem vota para a presidência da FIFA não são as mesmas pessoas que votam para os governos de cada confederação, portanto eu não tenho qualquer influência nisso, nem nas suas atividades em conjunto com as confederações”.

Apesar das acusações de Joseph Blatter contra os americanos, a sua afirmação não está totalmente correta. Em maio de 2015, seis dos sete cartolas presos pelo FBI eram de países das Américas – José Maria Marin (Brasil), Eugenio Figueredo (Uruguai), Eduardo Li (Costa Rica), Jeffrey Webb (Ilhas Cayman), Julio Rocha (Nicarágua) e Rafael Esquivel (Venezuela). O sétimo elemento foi Costas Takkas, que apesar de ser assessor de Jeffrey Webb, presidente da CONCACAF, não é sul-americano e sim um cipriota com nacionalidade grega.

Joseph Blatter pode não ter sido preso, mas foi suspenso por seis anos de todas as atividades relacionadas ao futebol, assim como Michel Platini. A punição aconteceu em decorrência de um pagamento de R$ 8 milhões feito em 2011 pelo então presidente da Fifa ao ex-jogador francês por um alegado serviço de consultoria realizado entre 1999 e 2000, fato considerado ilegal pelo Comitê de Ética da Fifa.

Assista abaixo ao painel na íntegra (em inglês):

Crédito da foto: Reprodução/Facebook oficial da Fifa