Opinião: São Paulo empata na Venezuela e se complica na Libertadores

Crédito da Foto: Reprodução TV

Caro torcedor do Tricolor, mesmo que tenha ocorrido uma viagem desgastante, de várias horas, nada explica a atuação bizarra do São Paulo em Valera. Pela primeira vez, não pude observar nada de bom, além do futebol demonstrado por Paulo Henrique Ganso, o único que ainda faz alguma coisa prestável, já que o resto é tão inoperante quanto um cone.

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Podia ter facilmente saído vitorioso do “El cemitério de los grandes”, mas o Tricolor não jogou (e não vem jogando) aquilo que se espera dele. Para ter uma noção, a única bola que de fato ofereceu perigo ao goleiro venezuelano, entrou! O SPFC foi tão inofensivo quanto uma abelha é para um elefante.

Já após ter sofrido o gol e empato a partida, a equipe são-paulina demonstrou um nervosismo fora do normal, que foi bem explorado pelo Trujillanos, que mal chegava no ataque, mas quando chegava era um “salseiro” danado. Contudo, não só foi demonstrado no setor defensivo, no ataque também, a bola queimou nos pés dos atacantes que mais uma vez, desperdiçaram as chances para ter um resultado favorável.

Se compensa, o segundo tempo foi muito melhor que o primeiro, mas ainda com vários problemas de compactação, reestruturação do sistema defensivo, sendo quase que replay do Choque Rei – com o Trujillanos explorando os contragolpes. Foi sorte ter saído com a igualdade, já que nos minutos finais, um “nego” lá perdeu um gol que nem minha mãe perderia, melhor para nós…ou não…!

O ponto conquistado em Valera pouco adianta para atual situação do São Paulo, que se complica a cada dia mais na competição, que é sempre necessário reforçar: a mais importante para o torcedor são-paulino. Com dois míseros pontos, se quiser a classificação, o “mais querido” terá de vencer seus próximos 3 jogos na competição e secar muito seus adversários; lembrando que decidirá a vaga em La Paz, frente o The Strongest.

Até a próxima rodada, serão duas semanas (já que Trujillanos e São Paulo só se encontrarão em 5 de abril) para tentar arrumar a casa, e procurar por fazer com que esses jogadores joguem a bola necessária para garantir, na bacia das almas, uma vaga para próxima fase, mas time sem vontade, gana, brio, sem coração merece uma vaga nas oitavas de final?



Cursando Jornalismo e apaixonado pelo esporte bretão, 21. 'Cada um tem um time, e eu não escondo o meu!" - André Henning