Opinião: O que esperar de Felipe Massa para o GP de Melbourne

Divulgação/Facebook Oficial Felipe Massa

Prestes a iniciar sua 14ª temporada na F-1, o piloto brasileiro inicia mais um campeonato mundial em busca do inédito título. O mais próximo que conseguiu foi em 2008, quando por alguns segundos foi campeão, mas uma ultrapassagem nos metros finais do GP do Brasil fizeram Felipe Massa ser vice-campeão do mundo naquele ano.

Desde então, muita coisa mudou na carreira de Felipe Massa. Um acidente grave em 2010 quase interrompeu sua vida. Felipe Massa abre 2016 com 34 anos, ânimos renovados e com a motivação de um menino. Neste ano, o brasileiro sonha em voltar a vencer, o que não ocorre desde o fim de 2008, e acredita em poder colocar a Williams de volta ao primeiro lugar.

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A meta em 2016 é voltar a vencer, coisa não ocorre desde 2008 e depois, manter a Williams como terceira força, mas brigando ali no meio de Mercedes e Ferrari, metas plausíveis, se olharmos com atenção os pormenores dos treinos em Barcelona.
Para o GP de Melbourne, tanto Massa quanto Williams ainda são uma incógnita, assim como as demais equipes. Não dá para cravar ainda que a Williams está muito atrás de Ferrari e Mercedes, ou que está a frente de Red Bull e Force India.
Os treinos em Barcelona mostraram alguns pontos favoráveis a Massa e as Williams, como o ritmo e o consumo de pneus, menor que rivais, e uma melhora significativa na aerodinâmica, como ressaltou Massa em evento da Martini Racing “Tivemos uma boa semana de testes na semana passada. Acho que a resposta definitiva vai chegar na primeira corrida, talvez no sábado depois da classificação ou domingo depois da corrida, então vamos estar certos de onde estamos em relação ao resto”, comentou.
A vitória é incerta, mas a julgar pelo que mostrou, a Williams e Felipe Massa brigam sim por algo a mais do que terminar abaixo do 4º lugar. Resta saber como Felipe Massa reagirá a essa melhora.
O principal ponto para Felipe Massa, além do preparo mental, é o fator psicológico que tem se mostrado um pouco abaixo de seu companheiro Bottas.
Os resultados que por vezes não vem levam o brasileiro a não ser tão competitivo a ponto de brigar por algo a mais. E o pior, a briga interna, que é a primeira que o piloto deve ter em mente, foi perdida por duas vezes seguidas.
Em seu último ano de contrato, Felipe Massa quer mostrar que pode estar na elite mundial da velocidade, e estar em uma equipe competitiva como a Williams, que dá ao brasileiro uma chance de brigar por vitórias.
Ser competitivo é o que leva o prazer ao fazer o esporte. E Felipe Massa precisa mostrar-se mais competitivo em 2016. Que inicie bem sua jornada em Melbourne. Se possível com vitórias.


Jornalista. Gosta de abordar sobre futebol e às novidades do mundo na fórmula 1. Atualmente é analista de mídia para Honda S.A.