Opinião: Lições que o São Paulo deveria aprender com a Champions League

Crédito da foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Todos sabem da diferença brutal em vários aspectos entre as equipes que disputam a Champions League e as equipes do futebol brasileiro e sul-americano em geral, há um verdadeiro abismo. Mas alguns valores como determinação, aplicação tática, senso coletivo, intensidade e outros são universais e equipes do nosso país deveriam se espelhar nas equipes da Champions, especialmente uma. O São Paulo Futebol Clube.

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A partida do São Paulo contra o venezuelano Trujillanos foi pífia, muito difícil de assistir. Para uma “decisão” houve pouca aplicação e imposição. Não foi nada do que a equipe deveria fazer para ganhar a “decisão”. Enquanto isso, nessa quarta-feira, 16, houve instantes mais cedo, as últimas duas partidas da fase oitavas-de-final da Champions League. Na Espanha, Barcelona versus Arsenal. Na Alemanha, Bayern Munique contra Juventus.

Mais que jogos de futebol, espetáculos de futebol. Muita entrega, disposição, nenhuma equipe com ” medo” de jogar, partidas equilibradas e com muita emoção. Barcelona venceu por 3 x 1 o Arsenal e no agregado fez 5 x 1, absoluto. No jogo de volta, o Arsenal mesmo sabendo de seus limites se entregou, enfrentou de frente, fez uma ótima partida, fez o gol com Elneny mas poderia fazer mais. Mas o Barça é fora do comum. Fez valer sua qualidade técnica e seu estilo de jogo. O trio MSN de Messi, Suárez e Neymar fez os gols e desfilaram sua categoria. Mas nem por isso a equipe deixou de marcar, deixou de se posicionar, deixou o senso coletivo e a aplicação, por mais nome que os jogadores tenham.

Em Munique, um duelo simplesmente épico. Juventus que era a “zebra” para muitos, abusou da valentia. Pressionou, avançou as linhas, foi veloz pelos lados do campo, dificultou a troca de passes do time da casa, abriu 2 x 0 com Pogba e Quadrado, em golaço de contra-ataque, fez gols no primeiro tempo na casa do time alemão, algo que não acontecia há 7 jogos, deixou o Bayern perdido. Veio o segundo tempo e a mudança de postura do time bávaro e um recuo gigante do time bianconero. Um brutal ataque contra defesa com chances e mais chances perdidas mas que inflamavam ainda mais a torcida vermelha.

Jogo muito nervoso também, mais de 10 cartões amarelos aplicados pelo árbitro, desentendimentos entre os jogadores, cara de final na teoria e na prática. Aos 28 minutos do segundo tempo, o Bayern chegou ao gol com Lewandowski e aos 46, veio o gol de empate com Thomas Muller. Um prêmio para a insistência do Bayern e um castigo para o jogo de defesa da Juventus. Renascido, o time alemão foi com tudo na prorrogação. Nos primeiros 15 minutos, uma chance de ouro para os italianos marcarem que foi desperdiçada e nada de gols. No segundo tempo extra, a classificação dos alemães veio com Thiago Alcântara e Coman. Posse de bola efetiva, jogo vertical, acreditar até o final, vaga garantida.

Emoções que sobraram em campos europeus e que faltou ao São Paulo. Transpiração, jogo coletivo, compactação, defesa e ataque em bloco, intensidade e velocidade na criação das jogadas e retomada da marcação, bravura.
Itens que o São Paulo prometia apresentar antes do início da temporada e que parece que esqueceu. Só pra lembrar, esses aspectos do jogo não são exclusivos da Europa, são universais.

Ainda há tempo para o São Paulo recuperar, resta saber se há vontade de se inspirar.

O que acha torcedor?