Opinião: Dzeko ainda pode ser fundamental para a Roma

Crédito da foto: Divulgação / Site oficial da AS Roma

Edin Dzeko chegou a Roma como a solução dos problemas do ataque giallorosso, mas as atuações na temporada decepcionaram os torcedores. Então, como o atacante bósnio, que completou 30 anos ontem, volta aos poucos a ser fundamental para o time comandado por Luciano Spalletti?


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A Roma vem de 8 vitórias seguidas no campeonato italiano e três delas tiveram sua contribuição goleadora: Dzeko balançou a rede contra o Carpi, Palermo (2 vezes) e Udinese. São 9 gols em 24 jogos.

No último domingo, contra a Udinese, Dzeko talvez tenha feito uma de suas melhores atuações pela Roma. Além do gol que abriu o placar e pavimentou a vitória fora de casa, o atacante roubou a bola no ataque que deu origem ao belo gol de Florenzi.

Taticamente, sua função em campo vai além de marcar gols. O primeiro combate, ainda no campo de ataque, é dele. Corpulento e com 1,93m, faz bem a função de pivô, protegendo a bola para atacantes rápidos como Salah, El Shaarawy e Perotti – característica historicamente apreciada por Spalletti. Nos últimos jogos, inclusive, tem vestido a fantasia de garçom, lançando companheiros em posição de finalizar bem.

Dzeko sabe que ainda está longe de justificar sua compra definitiva. Emprestado pelo Manchester City no início da temporada, deve custar aos cofres da Roma mais 11 milhões de euros, caso se decida por sua permanência. Levando em consideração o que ofereceu até agora, o preço parece salgado.

A forma recente do atacante, no entanto, pode credenciá-lo a permanecer na capital italiana. Com uma temporada de adaptação à cultura e ao idioma da cidade, e já conhecendo o estilo de jogo do campeonato, Dzeko pode ser muito importante para as aspirações da Roma nos próximos anos.

Experiência e faro de gol ele já mostrou que tem.



Mídias Sociais da AS Roma Brasil, MBA em Gestão Estratégica de Negócios, blogueiro desde 2007 e radialista amador. Escreve sobre futebol italiano, automobilismo e o que aparecer, mas gosta mesmo é de contar boas histórias