George Foreman critica boxeadores profissionas na Olimpíada: “É por honra, não por dinheiro”

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O boxe olímpico está mudando. E essas mudanças não agradam a George Foreman, pugilista medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México, e ex-campeão dos pesos pesados como profissional. Para o norte-americano de 67 anos, a tendência de permitir atletas profissionais no torneio de boxe olímpico é algo ruim para o esporte.

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“Os Jogos Olímpicos têm a ver com honra, não com dinheiro. Profissionalismo quer dizer por dinheiro. Quando fui campeão olímpico, lutei pela honra, não por dólares ou centavos. Ao abrir para profissionais, tudo passa a ser em função do dinheiro”, disse Foreman em entrevista ao blog do jornalista Eduardo Ohata.

Questionado se, em 1968, teria chance de ser campeão caso atletas profissionais estivessem na disputa, Foreman foi direto: “Teria sido terrível. Eu não teria tido chance. Será o fim de uma coisa boa, o fim do amadorismo. Fim de jogo, sem chance. Não dá para um amador competir com um profissional”, falou.

Recentemente, a AIBA (Associação Internacional de Boxe Amador) aboliu os capacetes, obrigatórios nas lutas olímpicas desde a edição disputada em Los Angeles, nos Estados Unidos, em 1984, da disputa. É possível, ainda, que atletas profissionais possam ser liberados para participar.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.