F1 2016: o desafio da Manor Racing é sobreviver e pontuar

Crédito da foto: Divulgação / Site oficial da Manor Racing Team

Para a Manor, a temporada 2016 da F1 tem duas palavras de ordem: sobreviver e pontuar.  Ao que tudo indica, nenhum dos dois objetivos será fácil para a escuderia britânica cumprir.

LEIA MAIS
Especial Esquipes: Williams Martini Racing
Mercedes começa a temporada como favorita
Saiba como acompanhar a F1 na TV e no Rádio

Em primeiro lugar, a equipe precisará cuidar das finanças. Vale lembrar que a temporada 2015, ainda carregando o nome de Marussia, começou sob controle judicial e forte pressão de investidores. Os 30 milhões de euros da premiação da temporada 2014 dessa vez não virão e a crise financeira sempre é um fantasma para as equipes pequenas. Basta ter como exemplo a conterrânea Lotus, que não correrá nesta temporada (em seu lugar, assume a parceria Renault).

Os custos na F1 não são baixos e os patrocinadores também não são muito generosos, uma vez que a exposição na rabeira do grid não é lá muito grande. A própria equipe admite, em seu site oficial, o forte desejo de “voltar aos trilhos – literalmente e figurativamente – com sólido planejamento e um sonoro investimento”.

Para driblar essas dificuldades, um bom carro é necessário, algo que não ocorreu na temporada passada. Para 2016, a Williams é parceira para a caixa de câmbio e a Mercedes, além do motor, ainda fornece assistência técnica, uma ajuda mais que bem vinda. O projeto é completamente novo, ao contrário do anterior (em 2015, a equipe correu com um modelo de 2014, “recauchutado”).

No comando dos monopostos, dois jovens estreantes: o alemão Pascal Wehrlein e o indonésio Rio Haryanto.

Wehrlein tem 21 anos e é o atual campeão da DTM (categoria de turismo alemã). Sua experiência na F1 se resume a testes de pilotagem de pré-temporada pela Force India e Mercedes (que o tem em seu programa de formação de pilotos).

Haryanto tem 23 anos e terminou a temporada da GP2 na 4ª colocação, conseguindo vencer três das vinte e duas corridas. Assim como seu companheiro de equipe, não fez mais que testes na principal categoria do automobilismo.

Os dois pilotos rodaram relativamente bem na pré-temporada. De acordo com o jornalista Livio Oricchio, ambos pilotaram mais de 300 km, sem quebrar, nos testes realizados na Catalunha e esse detalhe pode dar alguma esperança para a Manor.

O desafio maior nessa temporada é sobreviver na categoria e, se tudo der certo, arrancar alguma pontuação. O 2016 da Manor, nas mãos de Wehrlein e Haryanto, é mais que uma incógnita. Para quem gosta de emoção, um prato cheio.



Mídias Sociais da AS Roma Brasil, MBA em Gestão Estratégica de Negócios, blogueiro desde 2007 e radialista amador. Escreve sobre futebol italiano, automobilismo e o que aparecer, mas gosta mesmo é de contar boas histórias