Especial equipes: Williams Martini Racing

Crédito: Facebook Oficial Williams Martini Racing

Às vésperas de mais um campeonato mundial a Williams Martini Racing chega para 2016 com a missão um pouco mais complicada que em anos anteriores: manter-se entre as equipes do topo e voltar a vencer . Em 2014 depois de anos no ostracismo, reergueu-se e terminou em terceiro lugar no campeonato de construtores, porém, foi a segunda melhor equipe em desempenho no geral.

Em 2015, esperava-se a Williams brigando pelo título com a Mercedes, mas, ao contrário, perdeu o posto para Ferrari e quase perdeu o terceiro lugar ao longo da temporada para outras equipes, como Red Bull e Force India.

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O que esperar para 2016

Por enquanto nada além do trivial, até o final de semana começar. As coisas devem começar como terminaram 2015, com Mercedes andando na frente, Ferrari logo atrás e a Williams em seguida, pelo que foi mostrado nos treinos em Barcelona.

Tanto 2014 quanto 2015 foram positivos à Williams como equipe, porém, ficou a impressão que faltou algo. A vitória, certeza, porém, mais que vitória, faltou consistência do time de Grove para manter-se em alto nível ao longo das temporadas.

Em 2016, as deficiências da equipe, principalmente aerodinâmicas, parecem que foram melhor trabalhadas. A evolução do modelo FW38-Mercedes durante a segunda série de testes foi notadamente elogiada por críticos.

Felipe Massa e Valtteri Bottas pilotaram um carro mais estável e rápido que o modelo do ano passado, principalmente no ponto onde mais expunha a fraqueza da equipe, nas curvas de baixa velocidade e pouca pressão aerodinâmica.

Apesar de não treinarem em condições de pista molhada, outro problema da Williams nos dois últimos anos, por causa da reduzida geração de pressão aerodinâmica. A expectativa é de substancial melhora da equipe.

No fim dos testes em Barcelona, tanto Massa quanto Bottas foram diretos: A Mercedes está na frente, depois vem a Ferrari. A Williams luta pelo terceiro lugar entre os construtores.

Crédito: Facebook Oficial Williams Martini Racing

Mudanças

O que acontece com a Williams é que o modelo do carro de 2016, segue um padrão usado ainda do modelo de 2014. Não há, aparentemente, nada que sugira uma revisão do pacote de soluções dos dois últimos modelos. E em 2015 a Williams sofreu pelo fato de no meio da temporada o time abandonar o desenvolvimento do FW-37.

Para 2016, o projeto iniciou em agosto, mas manteve a base de sucesso do modelo FW-36 de 2014, com ajustes necessários a adequação do novo pacote aerodinâmico. A Ferrari por exemplo mudou toda base em 2016.

O diretor chefe Pat Symonds destacou que o projeto deste ano iniciou no meio do ano passado, o que pode explicar a queda de rendimento do modelo de 2015 no meio para o final da temporada. Enquanto RBR e Force India investiram nos monopostos de 2015, em detrimento ao desenvolvimento dos modelos de 2016.

Dupla de pilotos

A Williams tem em seu cockpit o piloto mais almejado para o futuro: Valteri Bottas. O finlandês tem sido elogiado por todos na F-1 e despertou interesse da Ferrari. Rápido e frio, típico dos finlandeses, Bottas tem se saído bem na briga interna contra Felipe Massa, terminando a frente do piloto brasileiro em 14 e 15.

O equilíbrio foi o ponto alto do finlandês que está em seu último ano de contrato, assim como Felipe Massa.

Já para Massa, o ponto positivo foi o ano sem grandes altos e baixos e com uma constância maior. Pesa o fato do brasileiro já estar em final de carreira, porém, sua experiência foi fundamental para a Williams voltar a ser uma equipe grande.

Ponto Alto

O modelo de 2016 trouxe um panorama mais confiante à equipe. Algumas características apresentadas em Barcelona podem mostrar como o modelo evoluiu, principalmente em relação a ganho de segundos nas classificações e performance mais rápida nas corridas, com os novos compostos da Pirelli.

Com os sets novos de pneus, entre duros, macios e ultramacios, Valteri Bottas foi quem mais voltas completou voltas e o melhor, fez o melhor tempo entre os que carros que tinham pneu duro, o que pode indicar um melhor performance da equipe em relação ao desgaste, outro problema evidenciado em 2015.

Com menor consumo, os pneus duram mais, e assim a equipe pode aproveitar melhor um set mais longo e ganhar tempo nas paradas, outro problema que parece que foi trabalhado.

Esses dados jogam a favor da Williams ante as rivais que estiveram atrás em 2015 e parecem estar mais próximas, haja visto que Mercedes e Ferrari parecem ter andado para frente também. Será necessário esperar a real condição de corrida para confirmar a impressão dos treinos da pré-temporada.

O que Massa e Bottas dão como certo, apesar da melhora do FW38 em relação ao FW37.

Aerodinâmica

Ainda durante os testes, Symonds destacou que a Williams terá, também, um aerofólio dianteiro semelhante ao da Mercedes e que, segundo os projetistas, a está ajudando muito a ser tão rápida e constante. Ainda não será em Melbourne que a equipe apresentará a novidade, mas o engenheiro acredita que décimos de segundos serão ganhos com a peça.

A Williams espera que até o GP de Barcelona, que inicia o calendário europeu da F-1, a equipe possa estar andando em igualdade com Ferrari e Mercedes, com as mudanças mais no pacote aerodinâmico e com a melhora de potência do motor Mercedes.

Expectativa

A expectativa de Felipe Massa e Valteri Bottas é que com um carro novo e mais equilibrado as vitórias finalmente voltem, mas também se colocar no pódio de forma frequente e engrossar a luta com Mercedes e Ferrari, as principais equipes do Mundial de F1 é uma meta alcançável para a Williams em 2016.

 



Jornalista. Gosta de abordar sobre futebol e às novidades do mundo na fórmula 1. Atualmente é analista de mídia para Honda S.A.