Especial equipes: Haas F-1 Team

Divulgação/Facebook Oficial Haas F-1 Team

Depois de anos os Estados Unidos voltam a ser protagonistas na F-1. Desta vez com uma equipe de peso, a Haas. Um time originado da Nascar, do bilionário Gene Haas. Será a primeira equipe estadunidense a competir desde a extinta Haas Lola que competiu nos campeonatos de 1985 e 1986.

Haas contratou a fabricante italiana Dallara para projetar e construir seus chassis, e contará com fornecimento de motores e parceria técnica da Ferrari. Com ex-diretor técnico da Jaguar e Red Bull Racing, Guenther Steiner comandando o time.

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O que esperar da Haas?

O time terminou de fato o bólido dias antes da estreia dos testes em Barcelona. O carro foi construído nas dependências da antiga fábrica da Marussia, em Banbury, Inglaterra, com ajuda da Ferrari e ainda obteve auxílio da matriz da organização da Haas em Kannapolis, na Carolina do Norte, Estados Unidos.

O segredo para ter sucesso é o trabalho, e o time trabalha empenhado desde 2014 na concepção do carro. Durante o ano de 2015, foram trabalhados os chassis e a parceria técnica que foi estabelecida com a Ferrari para iniciar 2016 com o pé no acelerador.

O carro, modelo batizado de VF-16-Ferrari, tem muito do carro da Ferrari deste ano, além da unidade motriz, o sistema de transmissão, a suspensão traseira, o volante, dentre outros componentes são de Maranello, tudo concebido no túnel de vento da Ferrari.

Os engenheiros da Ferrari vão dar assistência total ao projeto de F1 do bem-sucedido empresário norte-americano. Tudo isso custou aos cofres do bilionário Gene Haas cerca de 60 milhões de euros.

Veja o vídeo institucional da apresentação do carro da Haas no canal oficial do Youtube da montadora.

Dupla de Pilotos

Alguns pontos importantes podem-se ressaltar, como a escolha dos pilotos. Romain Grosjean e Esteban Gutierrez chegam com a experiência necessária para dar rodagem ao carro da Haas, Grosjean inclusive elogiou o trabalho da Haas como equipe novata, montando um carro que o deixará em condição de competir no bloco intermediário.

O piloto que saiu da Lotus/Renault destacou o bom despenho de velocidade durantes os testes, e que a unidade motora tem auxiliado a equipe a obter bons resultados. Espera-se na prática que em Melbourne a equipe possa andar no meio da tabela.

Salto de qualidade

O que a McLaren passou em 2015 a Haas quer evitar em 2016. Para isso o trabalho contínuo com a Ferrari foi primordial. Além do motor, a equipe italiana forneceu dados da unidade motriz, chassis e parte técnica e mecânica para que a equipe americana tenha menos dificuldade possível.

É possível afirmar que a Haas será um segundo time da Ferrari, incluindo a vaga de Esteban Gutierrez.

Com esse aparato é possível imaginar que a Haas possa brigar com Sauber, Manor e Renault (olhando o que todas fizeram até agora nos testes de pré-temporada) e com certa bagagem, mesmo sendo a novata.

Nos 8 dias de testes a Haas se mostrou confiável em vários aspectos, um deles foi a durabilidade da unidade motriz, em que o Gutierrez deu 89 voltas e Grosjean completou 78 voltas.

Choque Cultural

Os americanos estão acostumados ao espetáculo nas corridas em detrimento ao nível tecnológico, porém, a Haas logo descobriu que na F-1 as coisas são diferentes.

Gene Haas admitiu ter subestimado as dificuldades da F1, com problemas não solucionados durante um dos dias de testes em Barcelona. O automobilismo que conhece, o norte-americano, tem outra proposta do praticado na Europa.

Imprevistos

O chassis ainda é o ponto fora da curva para cravar o sucesso ou não da Haas na F-1. Apesar do tempo de preparo (um ano), ainda é cedo para destacar o conjunto, com apenas poucas horas de quilometragem.

A previsão é que a Haas tenha muita dificuldade na parte operacional e na confiabilidade do chassis. Que foi pouco testado. Uma vez que a parte mecânica é a mesma da Ferrari.

Por isso, quem acompanhou in loco os treinos da F-1 em Barcelona acredita que a equipe não será a última da rabeira, se não houver problemas maiores no chassis.

O bloco intermediário vai ter uma boa briga, como há tempos não se via.

Para o engenheiro da Renault Motorsports André dos Reis Marques, a Haas ainda sofrerá por toda a inexperiência e deverá andar entre Sauber e Manor.

 

 



Jornalista. Gosta de abordar sobre futebol e às novidades do mundo na fórmula 1. Atualmente é analista de mídia para Honda S.A.