Champions League: 8 zebras que foram campeãs da liga milionária

Aston Villa foi uma das zebras da Champions League
Crédito da foto: Reprodução/site oficial da UEFA

Karl Heinz Rummenigge, CEO do Bayern de Munique, não está feliz com o atual formato do sorteio das fases eliminatórias da Champions League e sugeriu mudanças que podem não agradar a todos.

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As alterações propostas fariam com que as equipes de menor coeficiente no ranking da UEFA enfrentassem as que lideram a lista logo nas oitavas de final, diminuindo as chances de equipes consideradas menos favoritas alcançarem uma classificação surpreendente para a fase seguinte.

O Torcedores.com elaborou uma lista de dez equipes que não só eram consideradas zebras, mas que também levantaram o troféu mais cobiçado do futebol europeu.

Benfica 3 x 2 Barcelona – 1960/1961
Depois de cinco anos de vitórias consecutivas do Real Madrid, o Benfica quebrou a hegemonia dos Blancos. No entanto, foi o Barcelona a equipe responsável por tirar o time da capital espanhola da competição, com um empate em 2 a 2 no Santiago Bernabéu e uma vitória por 2 a 1 no Camp Nou com direito a gol do atacante brasileiro Evaristo. Na final, o Benfica saiu perdendo graças ao gol do húngaro Sándor Kocsis, mas virou o resultado e abriu 3 a 1 no marcador, com gols de José Águas, Antoni Ramallets (contra) e de Mário Coluna. Zoltán Czibor ainda descontou para o time catalão, mas o Benfica segurou o resultado e se sagrou campeão europeu pela primeira vez.



Benfica 5 x 3 Real Madrid – 1961/1962

Após ter a sua sequência de títulos quebrada, o Real Madrid buscava retomar o caminho das conquistas europeias. Para isso, o time de Alfredo di Stéfano, Ferenc Puskás, Justo Tejada e Francisco Gento teria que derrotar o Benfica, atual campeão. Puskás marcou duas vezes e deixou o Real Madrid em vantagem, mas José Águas e Domiciano Cavém igualaram a partida. Puskás fez o seu terceiro antes do final do primeiro tempo e o Real Madrid foi para os vestiários na frente do marcador. No entanto, com seis minutos da segunda etapa, o Benfica empatou novamente o jogo com Mário Coluna. Foi então que um jovem chamado Eusébio completou a virada para a equipe portuguesa, marcando duas vezes, selando o resultado final e começando a marcar o seu nome como um dos maiores jogadores de todos os tempos.

Nottingham Forest 1 x 0 Malmö – 1978/1979
Comandado por Brian Clough, o Nottingham Forest foi zebra na Inglaterra antes de ser zebra na Europa, conquistando o seu primeiro título de campeão da primeira divisão logo após subir à elite do futebol inglês. E o raio caiu no mesmo lugar na temporada seguinte. Em sua primeira participação na Copa dos Campeões Europeus, eliminou logo na primeira fase o Liverpool, que havia dominado o certame nas duas edições anteriores. Seguiram-se AEK de Atenas, Grasshopper e Colônia antes da final contra outro time improvável, o Malmö, da Suécia, que eliminou o Monaco, Dínamo de Kiev, Wisla Cracóvia e Áustria de Viena. O atacante Trevor Francis, que só pôde estrear pelo Forest justamente na final após sua contratação junto ao Birmingham, fez o único gol da decisão e deu ao Nottingham Forest o seu primeiro título europeu.

Nottingham Forest 1 x 0 Hamburgo – 1979/1980
Raio duas vezes no mesmo lugar? E que tal três? Apesar de ser o atual campeão, o Nottingham Forest chegou à final para enfrentar o Hamburgo. O emblema alemão, que contava com vários jogadores da seleção alemã – sendo o principal deles Felix Magath – e também com o inglês Kevin Keegan, eliminou o Real Madrid nas semifinais goleando o time espanhol no jogo de volta por 5 a 1 em pleno Santiago Bernabéu. Sem Trevor Francis, de fora por contusão, coube ao meia John Robertson fazer o único gol da partida e garantir o bicampeonato europeu do time de Brian Clough. Até hoje, o Nottingham Forest é a única equipe que tem mais títulos da Copa dos Campeões Europeus (ou da Champions League) do que da primeira divisão nacional.

Aston Villa 1 x 0 Bayern de Munique – 1981/1982
O Bayern de Munique era uma máquina de fazer gols, tendo balançado as redes em 20 ocasiões em oito jogos antes da final. Dieter Hoeneß (7), Karl Heinz Rummenigge (6) e Paul Breitner (5) lideravam a artilharia da competição. Já o Aston Villa tinha 12 tentos, muito devido aos 5 a 0 e 2 a 0 nas partidas contra os islandeses do Valur, na primeira ronda.
Quando a final atingiu os 10 minutos de jogo, Jimmy Rimmer, goleiro titular dos Villans, se contundiu no ombro e foi substituído por Nigel Spink, que entrou para fazer o seu segundo jogo pela equipe principal. O poder de fogo bávaro testou Spink, que manteve a meta imaculada. E como quem não marca, sofre, Peter Withe finalizou da melhor maneira o cruzamento de Tony Morley aos 22 minutos do segundo tempo e selou o placar final. A narração do gol, feita por Brian Moore, está na North Stand, a arquibancada norte do Villa Park.

Steaua Bucareste 0 x 0 Barcelona (2 a 0 nos pênaltis) – 1985/1986
O Barcelona passou por testes complicados no caminho da final. Depois de eliminar o Sparta de Praga e o Porto pelos gols marcados fora de casa, passou a ser favorito ao bater a Juventus nas quartas de final. Nas semifinais, conseguiu empatar a eliminatória contra o Gotemburgo depois de ter perdido por 3 a 0 na Suécia no jogo de ida e levou a melhor nos pênaltis. O seu adversário na decisão era o Steaua Bucareste, que havia eliminado o Vejle, da Dinamarca, os húngaros do Honvéd, o Lahti, da Finlândia, e o Anderlecht, da Bélgica. Depois do nulo no tempo regulamentar, a partida foi para os pênaltis e o Barcelona não teve a mesma sorte do que na semifinal. O goleiro Helmut Duckadam defendeu as quatro cobranças do time catalão e foi o herói do título do emblema romeno.

Estrela Vermelha 0 x 0 Marselha (5 a 3 nos pênaltis) – 1990/1991
As duas equipes tinham grandes nomes em seus elencos. Se o time da antiga Iugoslávia tinha Robert Prosinečki e Siniša Mihajlović – hoje técnico do Milan – no meio campo e Dejan Savićević na frente, o emblema francês contava com o brasileiro Carlos Mozer na zaga e um ataque formado por Jean-Pierre Papin e Abedi Pele. O Estrela Vermelha deixou para trás o Bayern Munique nas semifinais e o Marselha eliminou o Milan, vencedor das duas edições anteriores, nas quartas de finais. No derradeiro encontro, o Estrela Vermelha levou a melhor por 5 a 3 nos pênaltis depois de um empate a zero no tempo regulamentar.

Monaco 0 x 3 Porto – 2003/2004
Bem antes de o Monaco ter um grande poderio financeiro, o time do principado chegou à final contra o Porto, naquela que pode ser considerada outra das finais de zebra x zebra. O Monaco eliminou o Real Madrid nas quartas de final e o Chelsea nas semis, enquanto o Porto passou pelo Manchester United nas oitavas, Lyon nas quartas e pelo time do Deportivo La Coruña (que derrotou o Milan) nas semifinais. Na decisão, o Porto comandado por José Mourinho e liderado em campo por Deco não deu hipóteses ao emblema monegasco. Carlos Alberto (sim, o Carlos Alberto ex-Vasco da Gama e Corinthians) abriu o placar a seis minutos do fim do primeiro tempo, Deco ampliou faltando 19 minutos para o término e o russo Dmitri Alenichev fechou a conta quatro minutos depois.

Crédito da foto: Reprodução/site oficial da UEFA