Zika vírus: Atletas estrangeiros dizem que não há motivos para pânico

Crédito da foto: Divulgação/COI

 

Os eventos teste para as Olimpíadas Rio 2016 já começaram e os atletas do Canadá, da Austrália, da Polônia e da Geórgia, estão no Brasil para a Copa do Mundo de saltos ornamentais e dizem que não se sentem inseguros em relação ao Zika

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Dois dias após o presidente do Comitê Olímpico Internacional Thomas Bach, dizer que nenhum país irá boicotar as Olimpíadas do Rio de Janeiro por conta dos casos de zika vírus no Brasil. “Não há a intenção de nenhum comitê olímpico nacional de sair dos Jogos Olímpicos do Rio”, afirmou Bach, durante a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude, equipes começaram a confirmar o discurso e desencorajar os pessimistas.
Mitch Geller, técnico principal da equipe de saltos ornamentais do Canadá afirma que, em relação ao vírus zika e ao mosquito Aedes aegypti, tanto ele quanto seus atletas não se sentem inseguros por estarem no Brasil.

A delegação canadense, assim como as equipes da Venezuela, Austrália, Polônia, Geórgia e Grécia, optou por fazer a aclimatação para a Copa do Mundo (que também será o evento-teste da modalidade para os Jogos Olímpicos Rio 2016) no Centro de Excelência em Saltos Ornamentais, na Universidade de Brasília (UnB). A competição no Rio de Janeiro, de 19 a 24 de fevereiro, reunirá 270 atletas, de 50 países, entre eles campeões olímpicos e mundiais.

“Estamos aqui com um objetivo, que é nos preparar para a Copa do Mundo e nos classificar para os Jogos Olímpicos. Vimos as notícias na imprensa, em casa, e sabemos que temos que tomar certas precauções, como usar repelentes…”, afirmou Mitch Geller, técnico canadense.

Mitch ainda lembra que o Canadá já passou por deste gênero e que assuntos relativos à propagação de um vírus em nível mundial tendem a causar pânico mas, em muitos casos, as previsões mais pessimistas acabam não se concretizando. “Nós vivemos algo parecido no Canadá com o SARS (Síndrome respiratória aguda grave)”, lembrou Mitch, que foi categórico em relação ao vírus Zika.

“Isso não é algo em que estamos nos focando ou que nos deixa ansiosos. Não acho que nossos atletas estão realmente preocupados. Francamente, acho que as medidas apropriadas estão sendo adotadas e vamos nos focar apenas no nosso evento. Eu acho que se houvesse um perigo real teríamos ouvido não apenas da mídia, mas por declarações do nosso governo. E eles não nos disseram para ficar longe do Brasil de maneira alguma”, encerrou o canadense.

Para os saltadores Chola Chanturia, da Geórgia; Kasper Lesiak, da Polônia; e para a atleta Taneka Kovchenko, da Austrália, o uso de repelentes é o suficiente para que eles se sintam seguros.

“Estou em Brasília há uma semana e ouvi dizer que algumas pessoas estão apavoradas por causa do vírus Zika. É necessário usar o spray contra os mosquitos, mas, fazendo isso, me sinto confortável aqui e não acho que haja motivos para se sentir apavorado”, disse Chanturia.

“Não temos visto mosquitos a toda hora, eles não estão nos picando e então acho que estamos seguros”, declarou Lesiak. “Minha experiência até agora sobre isso é que eu não tenho me sentido preocupada. Eu vim com as medidas certas de prevenção e acho que se isso for feito está ok”, afirmou Taneka Kovchenko.

Na quinta-feira (11), o médico chefe do COI, Richard Budgett, disse que não há qualquer possibilidade de cancelamento do evento por conta da doença.

Crédito da foto: Divulgação/COI

 

 



Formada em jornalismo pelo Mackenzie, demorei anos para perceber que dá, sim, para ir atrás dos sonhos e trabalhar com o que se gosta: o esporte. Hoje me divido entre o esporte e a política. Nunca vou me conformar com os que dizem: "É só futebol.."