Vôlei: 7 ‘cartas na manga’ que fazem o Rexona uma equipe quase imbatível

Crédito da foto: Reprodução/ Facebook oficial CBV

O legado de Bernardinho, técnico e principal trunfo da equipe carioca, amplia sua hegemonia, com várias conquistas e um exemplo de gestão, que beira a perfeição. Como jogo de cartas, escolhe com primor a melhor jogada a ser feita, como descreve abaixo.

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1ª Saque- o time do Rio de Janeiro utiliza o saque como uma arma mortal. Vale destacar a central Carol, uma das atletas com melhor fundamento na Superliga. O saque das cariocas é tão efetivo, que faz cada passagem, um verdadeiro bombardeio nas defesas adversárias. O Side Out, praticamente, não existe, quando Carol, se posiciona para o saque.

2ª Defesa- como de praxe, o volume de jogo, posicionamento tático e a liderança da melhor líbero do país, Fabi. Com um bloqueio que pressiona, e jogadoras muito bem espalhadas em quadra, diminuem-se as chances do side out acontecer.

3ª Velocidade- Natália e Gabi fazem a dupla que aliam: explosão, técnica e principalmente, muita velocidade. Ora as bolas chutadas, ora as empinadas, mas o que se destaca nessa dupla, é a forma como se aparecem para cada jogada. Com muita velocidade, passam literalmente por cima de cada bloqueio, em paralelas curtas, diagonais, paragonais, ou simplesmente, em largadinhas geniais no fundo ou rentes à rede.

4ª Bloqueio- Juciely e Carol se completam quase sempre bem posicionadas, ocupam espaço em tempo muito preciso milimétrico. Fazem um verdadeiro paredão. Apesar de não serem jogadoras muito altas, possuem um ótimo tempo de bola, como dito anteriormente.

5ª Bernardinho- com anos comandando a equipe carioca, mantém uma hegemonia, de muitos anos e um legado, de primor e respeito. O técnico da seleção masculina sempre prezou pela formação de uma espinha dorsal, que se mantém durante anos. Mesmo no banco de reservas, como exemplo, a ponteira Regis e a levantadora Roberta. No time titular, Bernardinho conta com a líbero Fabi, uma das experientes do grupo. Além de Juciely e Carol, jogando por mais uma temporada, juntas.

6ª Filosofia de trabalho- jovens promessas+ jogadoras experientes- é algo notório no grupo do Rexona, estão no DNA nas equipes do Bernardinho, jogadoras experientes, dando toda ‘bagagem’ para as mais jovens. Como exemplo: há alguns anos atrás, Gabi vinha do Mackenzie, como destaque, promissora contratação para o time do Rio de Janeiro. Com a rodagem, foi se tornando um dos pilares. A levantadora multi-campeã Fofão, que recentemente, se despediu das quadras. Fernanda Venturini, entre outras, voltaram e deram o ar de graça, jogando em alto nível, e preparando outras atletas para cada posição. Esta filosofia caminha por anos. As novas promessas são: Drussyla e Lorenne, que vem entrando nas partidas e dando conta do recado.

7ª União- vai e vem e novos grupos, jogadoras, surgem. O respeito e a lealdade das atletas funcionam como fermento de bolo. Todas imbuídas da missão de colocar a equipe, sempre em alto nível, em patamar de excelência. Reflexo disto se vê dentro da quadra, com os resultados e títulos conquistados. Não se vê boatos, ‘murmurinhos’ sobre essa ou aquela jogadora, se falou isso ou aquilo de alguém. A liderança de Bernardinho é algo tão perceptível. Como diz o ditado, ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo’.. Esse ditado popular, apesar de soar autoritário, na realidade tem outro significado. Bernardinho se coloca na frente das atletas, como meio de protegê-las e blindarem suas respectivas imagens sobre algum fato ou acontecimento.