Ricardinho nega ciúmes no São Paulo e diz que concentrava no mesmo quarto que Ceni

Divulgação/SPFC

A passagem de Ricardinho pelo São Paulo durou menos que se esperava, tanto dentro quanto fora de campo. Um dos motivos para o insucesso do meia no Tricolor teria sido o fato de o goleiro e já capitão Rogério Ceni, não ter gostado da contratação. Mas o próprio meia fez questão de negar veementemente qualquer desavenças com Ceni, de quem ele tem boas recordações.

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“É aquilo que eu digo no futebol. É muito mais fácil falar a coisa ruim, ou colocar uma situação ruim, do que falar uma situação boa. A realidade é que esperava-se uma conquista, até por aquilo que eu tinha conquistado no Corinthians. Isso não aconteceu no São Paulo. Tínhamos um time muito bom, e foi ruim para todo mundo. Aquele final de 2002, depois 2003 nós conseguimos classificar o São Paulo depois de muito tempo para a Libertadores, de 2004. Mas aquele final de 2003 foi muito difícil. Foi ruim para todo mundo. Mas colocar essas histórias, do Rogério. O Rogério, quando eu cheguei ao São Paulo, ele me chamou para concentrar com ele no CT. A gente já tinha um convívio de seleção, ele é um cara esclarecido, de outro nível intelectual, de conhecimento. É muito mais fácil falar das pessoas que têm uma marca maior no São Paulo. Mas isso nunca aconteceu. A gente concentrava junto. Tivemos alegrias e vivemos o momento difícil do São Paulo”, falou o hoje técnico da Portuguesa, no programa “Bola da Vez”, da ESPN Brasil.

Ricardinho foi contratado junto ao Corinthians logo após a Copa do Mundo de 2002. Cercado de expectativa, o São Paulo liderou com folga a fase de classificação do Campeonato Brasileiro. Do meio para frente, o time tinha Ricardinho, Kaká, Reinaldo e Luis Fabiano. Com esse quarteto, a equipe emendou uma sequência de dez vitórias consecutivas. Mas nas quartas de final, duas derrotas para o Santos selaram a eliminação do São Paulo.

Em 2003, na primeira edição do Brasileirão por pontos corridos, o Ricardinho participou do time que levou o São Paulo à Taça Libertadores depois de nove anos de ausência. Outro motivo apontado como preponderante para os maus resultados da equipe seria o ciúmes que a contratação e o salário de Ricardinho causaram no elenco, fato que o ex-jogador também fez questão de refutar.

“Eu não posso afirmar isso. Se houve, eu não tenho essa sensibilidade. Aí fica igual a falar de uma pessoa sem conhecê-la. ‘Me falaram que a pessoa é assim. Bom, falaram para você, sem a conhecer, não posso falar. Sinceramente, eu não vivi isso. Se aconteceu, talvez tenha faltado um pouco mais de percepção minha a isso. Talvez. Mas eu não posso afirmar isso em hipótese nenhuma, porque não foi isso que eu senti, não foi isso que eu vivi lá”, finalizou.



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