Palermo acerta com quinto técnico em três meses

Crédito da foto: Reprodução/site oficial do Palermo

Trocar de técnico durante o campeonato é algo que se tornou comum entre os clubes brasileiros. Mas não é só aqui que isso acontece e o Palermo é o exemplo perfeito disso. Neste domingo (15), o emblema do sul da Itália apresentou o seu quinto treinador da temporada. Detalhe: é o mesmo que iniciou a atual campanha no comando do time.


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Giuseppe Iachini volta ao cargo três meses após ter sido demitido pelo presidente Maurizio Zamparini. O período tem sido no mínimo conturbado para o Palermo. No dia 10 de novembro, quando Iachini foi demitido, Zamparini anunciou Davide Ballardini como substituto. No entanto, depois de sete jogos e de uma discussão com o goleiro e capitão Stefano Sorrentino, perdeu o comando do elenco. “Ele não falou com o time antes, durante ou depois do jogo. Jogámos sem técnico hoje”, disse Sorrentino à Gazzetta dello Sport depois da vitória por 1 a 0 frente ao Chievo.

Zamparini não teve dúvidas e trocou novamente o comandante do time no dia 12 de janeiro. O argentino Guillermo Barros Schelotto, que treinava o Lanús, foi anunciado como técnico, mas foi impedido de sentar no banco de reservas pelo fato de não possuir a licença de treinador da UEFA. A solução foi tornar Giovanni Tedesco, antigo meia do Palermo, técnico principal enquanto Schelotto assumiu uma função de supervisor até obter a documentação necessária.

Todavia, a UEFA negou a licença a Schelotto no dia 10 de fevereiro, fato que levou o argentino a se demitir. Assim, o treinador das categorias de base Giovanni Bosi assumiu o Palermo. E ficou no posto apenas uma partida, uma derrota em casa por 3 a 1 contra o Torino no domingo (14). Zamparini foi rápido a recontratar Iachini e aproveitou para pedir desculpa aos torcedores do Palermo. “Peço perdão por este mês caótico, causado por eventos paradoxais envolvendo Ballardini e Schelotto”, disse o presidente ao site oficial do clube.

Com o Palermo na 15ª posição com 26 pontos, a tarefa de Iachini é a mesma do que no início da temporada, ou seja, manter o emblema siciliano na Serie A. Resta saber se Iachini seguirá no comando até o final da campanha ou se Zamparini tocará a música para mais uma dança das cadeiras.

Crédito da foto: Reprodução/site oficial do Palermo