Os principais obstáculos do Galo ao bi da Libertadores

Reprodução/Facebook oficial Atlético-MG

O Atlético-MG está prestes a entrar em campo pela quarta Copa Libertadores da América seguida. O momento é simbólico pelo que vive o clube. Depois de uma década de resultados trágicos (e anos de poucas conquistas de expressão), o time conquistou dois vices do Brasileirão, uma Copa do Brasil e uma Libertadores. O sonho do bicampeonato é obsessão na Cidade do Galo.

O Torcedores.com preparou um guia com os principais obstáculos do Atlético ao título. Analisamos adversários na primeira fase, deficiências na equipe, viagens complicadas e todas as pedras no caminho do time mineiro. Confira!

LEIA MAIS:

Atlético-MG tem oito remanescentes do time campeão da Libertadores em 2013

Mercado da bola 2016: Corinthians entra na briga com Atlético-MG pelo atacante Clayton

Lançamento de uniforme do Atlético-MG é alvo de críticas por machismo

O time de Aguirre

O guia começa pelo básico. Um time não pode aspirar ser campeão continental se não tiver reforçado sua própria equipe.

O Galo de 2016 perdeu Giovanni Augusto, André e Jemerson. A ausência do zagueiro será a mais sentida pela equipe, que, no entanto, se preparou para o desfalque. Aguirre vem utilizando Tiago, que finalmente tem espaço no time. A vinda de Erazo serve também para repor a falta de Jemerson, e, dessa forma, o presidente Daniel Nepomuceno parece ter mantido a defesa do Atlético ainda forte. A meta está protegida com o ídolo da torcida, Victor, e seu reserva, Giovanni.

Os dois laterais titulares, Douglas Santos e Marcos Rocha, inspiram confiança, apesar de algumas atuações irregulares no ano passado. O problema é que o banco não possui substitutos à altura. Com Patric sendo cada vez mais utilizado no ataque, o atleticano pode esperar o uso de Carlos César e Mansur caso os titulares não possam jogar.

Do meio em diante, o time do Galo parece bem estruturado. A permanência dos volantes garante o entrosamento na transição da defesa para o ataque e o setor ainda foi reforçado por Júnior Urso, inscrito na Libertadores. Aguirre parece ter gostado de Dodô, Lucas Cândido e Eduardo, garotos da base, que vêm jogando com frequência nesse início de temporada. A diretoria ainda trouxe Juan Cazares, do Banfield, da Argentina.

O ataque continua sendo o setor mais forte do time de Diego Aguirre – especialmente com a contratação de Robinho e a permanência de Lucas Pratto. O que preocupa no Galo é a reposição. Thiago Ribeiro não agradou a torcida no final da temporada passada; Carlos rompeu os ligamentos do tornozelo e está fora do início da competição; Hyuri, Pablo e Henrique são apostas que Aguirre terá de testar caso seja necessário. O cenário é parecido com o da defesa – os titulares são fortes, entrosados e já mostraram que dão conta do recado. Os reservas ainda não tiveram a oportunidade de provarem que são de total confiança da torcida.

Adversários

A caminhada do Atlético começa nesta quarta, em Arequipa, no Peru. Além do time, a altitude já se apresenta como um obstáculo. A cidade está localizada a 2.300 metros acima do nível do mar. Não há voos diretos, o que sinaliza uma viagem cansativa para a equipe.

O adversário será o Melgar, atual campeão peruano, clube tradicional no país, mas de pouca expressão no continente. O título da equipe na temporada passada foi apenas o quarto de um clube do interior na história do país. Dessa forma, vale a pena ficar de olho nos peruanos. Guarani (PAR) e Independiente Santa Fé (COL) já provaram nos últimos anos que não são só os multicampeões da Libertadores que preocupam no torneio.

As duas outras equipes do grupo possuem uma curiosidade. Independiente Del Valle e Colo-Colo são os dois times com a menor média de idade da Libertadores. O Del Valle, segundo adversário do Galo, tem uma equipe com média de 22,6 anos. O time chinelo, 22,1 de média.

O Atlético que deve entrar em campo na estreia da Libertadores tem média de 27,5 anos de idade. Esses dados levam a duas conclusões – o Galo precisa tomar cuidado com a velocidade de Independiente e Colo-Colo, equipes jovens, principalmente pela idade do capitão Leonardo Silva, que tem 36 anos. Além disso, o Del Valle também tem a altitude a seu favor – 2.700 metros na cidade de Sangolquí, nos arredores de Quito.

Ao mesmo tempo, Aguirre pode aproveitar a experiência de um grupo junto há muito tempo. Victor, Marcos Rocha, Léo Silva, Donizete e Luan são titulares que jogaram todas as Libertadores desde 2013 pelo Galo.

O Colo-Colo cai no grupo do Atlético pelo segundo ano consecutivo. Em 2015, a equipe chilena deu trabalho. Na estreia do torneio, o Cacique bateu o Galo por 2×0, no Chile. O placar foi devolvido no último jogo da primeira fase, no qual o Atlético precisava vencer por dois gols de diferença para se classificar.

Equipes tradicionais em peso

Foi-se o tempo em que tradição e camisa venciam jogos. Hoje em dia, é necessário estudar cada equipe e preparar-se adequadamente para cada confronto. O próprio Atlético sabe disso, sentiu na pele o vexame para o Raja Casablanca no Mundial Interclubes de 2013.

Mas enfrentar equipes com muita tradição sempre desperta apreensão pelo que elas representam e pelo histórico de conquistas, e esta é uma Libertadores recheada de tradição. Na fase de grupos estão presentes, além do Galo, outros catorze campeões do torneio (Atlético Nacional (COL), Boca Juniors, Colo-Colo, Corinthians, Grêmio, LDU, Nacional (URU), Olimpia, Palmeiras, Peñarol, Racing, River Plate, San Lorenzo e São Paulo).

A trajetória do Galo em busca do bicampeonato da América começa amanhã, às 21h45. A fase de grupos da Copa Libertadores se inicia com a visita do Palmeiras ao River Plate, do Uruguai.

Crédito da foto: Reprodução/Facebook oficial Atlético-MG



Mineiro. Nasci vendo futebol, cresci jogando basquete no videogame, handebol na quadra e nadando. Cultivei a barba acompanhando a NFL e a NBA. Quando possível, ia a Belo Horizonte ver de perto o Galo. Um sonho: Olimpíadas. Aos 46 do segundo tempo da Faculdade e querendo ralar que nem um cão nesse nosso Jornalismo de cada dia.