Opinião: Vai, Thiago!

Crédito da foto: Reprodução/ Facebook oficial Rio Open

Vai, Thiago! Esse grito ficou famoso nas piscinas, mas são as quadras de saibro, primeiro do Rio Open, e agora, do Brasil Open que assistem ao nascimento de um outro Thiago: o Monteiro.

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Começou a jogar tênis aos 8 anos em Fortaleza, sua cidade natal. Cidade essa que lhe rendeu o seu primeiro ponto na ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), em 2010. É claro que a carreira dele “passou” por alguns challengers, futures, e qualis de torneios da ATP. E ainda passará por muitos outros desafios. Mas,  sua carreira já parece ser predestinada, por que bater bola com Murray em Roland Garros, na quadra central, não é para qualquer um.

Talvez os rankings de 2010 (nº 1.119 do mundo), 2011 (nº 699 do mundo), 2012 (nº 439 do mundo), 2013 (276 do mundo) 2014 (nº 470 do mundo), 2015 (nº 463 do mundo), e finalmente, 2016 (nº 278 do mundo), sejam um prenúncio de uma evolução firme e consistente.

Ainda há coisas a mudar em termos de jogo? Sim, claro. No auge de seus 21 anos, o cearense está aprendendo a jogar partidas grandes. Mas, ganhar de Jo Wilfred Tsonga (Atual nº 9 do mundo) por 2 a 1, endurecer contra o uruguaio Pablo Cuevas, que acabou sendo campeão no Rio Open e vencer Nicolas Almagro por 2 a 0 (parciais de 6/3 e 7/5) na quadra do Brasil Open, é um belo cartão de visitas. Lembrando: Almagro é ex-top 10 e atual tricampeão do torneio disputado em São Paulo.

O importante é ter foco, porque tênis é um esporte muito mais mental do que técnico, na grande maioria das vezes. Isso sem falar, no bom e velho sacrifício e trabalho duro.