Opinião: Super Bowl é aula de marketing para o esporte brasileiro

Reprodução/site oficial da NFL

Se tem uma coisa que os norte-americanos dominam como ninguém é o marketing. Sobretudo, quando a arte de vender e promover produtos é aplicada ao esporte. Basta observar o que é o Super Bowl, que tem a 50ª edição ocorrendo neste domingo (7) na cidade de Santa Clara entre Denver Broncos e Carolina Panthers.

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O Super Bowl é, na essência, a final da temporada da NFL, a liga de futebol americano dos Estados Unidos. O campeão da Conferência Nacional – em 2016, o Carolina Panthers – encara o vencedor da Conferência Americana – o Denver Broncos na temporada atual – pelo troféu de campeão. É isso, um jogo e nada mais.

Só que o Super Bowl é muito mais do que isso. Shows com artistas badalados no intervalo do confronto já viraram uma tradição. Há poucos minutos, a banda Coldplay e cantores do naipe de Bruno Mars e Beyoncé se apresentaram em um palco montado em 7 minutos no Levi’s Stadium. Isso que, em anos anteriores, artistas como Michael Jackson, Rolling Stones, Katy Perry e Paul McCartney já brilharam no evento.

Ou seja: o jogo é apenas mais um momento do grande evento do que é o Super Bowl. Tudo isso justifica o preço salgado dos ingressos. Mas, ao menos, há o show, coisa que anda em falta nos estádios brasileiros (inclusive nas famigeradas arenas).

Que o esporte brasileiro aprenda um pouco a como transformar o jogo em espetáculo com o Super Bowl.



Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.