Opinião: o Palmeiras melhorou, mas ainda falta muito

Palmeiras
Crédito da foto: César Greco/Palmeiras/ Divulgação

Palmeiras estreia na Copa Libertadores da América com um empate por 2-2 com o River Plate, no Uruguai. O time mandante pressionou bastante e conseguiu igualar o marcador duas vezes. Marcelo Oliveira mexeu no time, mas ainda foi muito pouco.

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A sensação que ficou foi a de que o Palmeiras poderia ter voltado do Uruguai com os três pontos na bagagem. A irregularidade do time em 2016, no entanto, não deixou o esforço dos jogadores e as tentativas de mudanças táticas de Oliveira brilharem.

A primeira mudança positiva do Palmeiras se deu na escalação. O famigerado 4-2-3-1 deu espaço a um 4-3-3 ou 4-3-1-2, com Thiago Santos, Arouca e Jean no meio-campo, municiando Barrios, Erik e Dudu. Este último flutuava entre terceiro atacante e meia armador.

O time marcou um pouco melhor em comparação com os jogos do Paulistão, mas pecou em momentos cruciais, principalmente no segundo gol do River Plate, quando o atleta do time uruguaio cabeçou sozinho quase dentro da pequena área.

Outro vacilo do Verdão se deu no espaçamento de seus jogadores. Por diversas vezes foi possível notar Dudu muito isolado pelos lados do campo, assim como Robinho no segundo tempo. O camisa 27 pegava na bola e não tinha pra quem tocar, sendo obrigado a fazer a lançamentos longos a cada instante.

Por outro lado, o “chá de banco” em Gabriel Jesus deu certo. O garoto de 18 anos entrou no lugar de Erik na segunda etapa e jogou bem, fazendo um dos gols alviverdes após belo passe de peito de Alecsandro, que também havia acabado de entrar na partida no lugar de Lucas Barrios.

Mas quando falamos em Alecsandro, foi só. O centroavante palmeirense segue bastante pesado e, por consequência, sem a desenvoltura necessária dentro de campo. Em um cruzamento para a área próximo ao fim do jogo, por exemplo, o jogador poderia ter aproveitado melhor de cabeça, mas mal saiu do chão em uma tentativa frustrada de impulsão em direção a bola.

Em suma, o Palmeiras melhorou um pouco, mas ainda falta MUITA coisa. O meio-campo de criação segue completamente inoperante, enquanto as linhas de jogadores permanecem muito espaçadas, dificuldade a troca de passes rápida.

Para o próximo jogo diante do Rosário Central, Marcelo Oliveira terá de treinar ainda mais sua equipe. Uma vitória contra os argentinos poderá reverter a péssima imagem deste início de temporada. Uma derrota no Allianz Parque, porém, pode marcar o fim da “era Marcelo Oliveira” no Palmeiras.

Foto: César Greco / Palmeiras / Divulgação