Opinião: A diretoria está fazendo o seu melhor pelo São Bernardo?

Crédito da foto: Reprodução/Facebook oficial do São Bernardo

O torcedor do São Bernardo não está nada contente com o time nesse Campeonato Paulista. O Tigre do ABC venceu apenas uma partida na competição e não consegue mostrar qualidade dentro de campo.

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Apesar de ter empatado com o Santos, jogando na Vila Belmiro no primeiro jogo do ano, o time venceu apenas o Oeste na segunda rodada em um jogo que não convenceu os espectadores, somando três empates, duas derrotas e apenas uma vitória em seis rodadas.

Mantendo a base do time que brigou para não cair em 2015, já era esperado que o São Bernardo não brigaria por títulos esse ano, mas o que se vê do time que disputa o Paulista que terá seis descensos, é somente um futebol burocrático, com pouca qualidade no grupo e sem nenhum jogador que possa desequilibrar nas partidas. O meia Cañete é um dos principais atletas do elenco. Porém, contundido, segue no departamento médico e ainda não encantou com a camisa do Bernô.

A falta de investimentos da diretoria reflete diretamente no desempenho da equipe. É evidente que com a atual crise, os clubes de futebol não têm dinheiro suficiente para se reforçar, além das dificuldades em conseguir patrocinadores. Contudo, a falta de planejamento também contribui com o atual momento do Tigre.

No Campeonato Paulista de 2015, por exemplo, a diretoria pecou em contratações que não trouxeram benefícios ao time, com atletas que chegaram contundidos, se lesionaram na pré-temporada, caso do atacante Danielzinho ou como o zagueiro Alex Silva, que chegou com status de estrela e teve seu contrato rescindido após brigar com torcedores. A temporada atual mal começou e o clube já teve seu primeiro atleta dispensado. O atacante Hugo, que veio do Volta Redonda/RJ teve seu contrato cancelado por estar abaixo tecnicamente dos demais atletas. Mas por que isso não foi observado antes?

A corda bamba dos técnicos também não é diferente no São Bernardo. No Paulistão 2015, Édson Boaro começou o campeonato como treinador. Com a chance de queda a diretoria demitiu Boaro em março e contratou Roberto Fonseca, que salvou o time do rebaixamento. Sem um calendário apropriado no segundo semestre, o Bernô disputou apenas a Copa Paulista, mas já sem seu treinador, que foi para o Botafogo/PB, apalavrado com o Bernô para o Paulista de 2016.

Seu substituto foi Nando Abichabki, que após duas derrotas seguidas acabou sendo substituído pelo ex-goleiro da casa, Wilson Jr, que mesmo em uma boa campanha, não classificou o time para a segunda fase do torneio. Após todo esse vai e vem de técnicos, finalmente Roberto Fonseca voltou para tentar remodelar a base do time que salvou no ano anterior.

Parece confuso? Sim! Esse é o planejamento de um clube que tem pouco mais de 11 anos de história, chegou à elite do futebol paulista em seis anos de existência, além de estar entre as melhores bilheterias do campeonato regional de 2010, mas parece não corresponder à altura da curta, porém bela história na trajetória do futebol.

Outro fato que preocupa o torcedor é saber quanto o presidente se dedica ao time. Luiz Fernando Teixeira tem sua agenda dividida entre a administração do clube e a carreira política como Deputado Federal. Por mais que tenha responsabilidade em tudo o que faça, sabemos que as duas atividades tomam muito tempo da vida de Teixeira.

Ano passado perguntei ao presidente durante uma coletiva, se continuaria na administração do clube, mesmo com tantos torcedores pedindo sua saída e ele disse que no momento em que não fosse mais possível conciliar sua agenda de maneira efetiva, abriria mão de um de seus cargos. Parece que o momento chegou.