Opinião: De Rossi é um herói sem troféus

Crédito da foto: Reprodução/Facebook/AS Roma

Antes visto com boatos de nepotismo. Hoje, como ídolo. Você não vai ver a silhueta de uma lenda do futebol em De Rossi. Ele nunca foi campeão nacional, nunca chegou as quartas de final da Liga dos Campeões. O futebol em Roma nunca lhe rendeu premiações exuberantes e nenhum titulo de expressão. Muitos jogadores lutam pela fama, mas ele escolheu um caminho totalmente diferente: Ser ídolo de apenas uma torcida, um guerreiro romanista, literalmente.

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Apesar de construir toda sua carreira na equipe, conquistou apenas duas Copas da Itália e uma Super Copa na temporada 2006-2007. Mas, mesmo assim, não perde sua paixão pelo clube que o criou e o tornou ser humano.

O italiano chegou ao Roma aos 14 anos, levado por seu pai – técnico até então do sub-16. Quatro anos depois, o agora meio-campista já tinha quatro jogos como profissional e dois gols marcados pela equipe (temporada 2003-2004), afastando assim as desconfianças por parte da imprensa.

Com apenas 19 anos e com a batuta de Fábio Capello, o jogador alcançou níveis jamais esperados para um jogador de sua idade. E assim, sua carreira na seleção italiana começou tão rápido quanto com a camisa grená e laranja.

Suas primeiras aparições com o manto da Azzurra  foram nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2006, e com o bom desempenho esteve na lista final dos convocados. Naquele ano, a seleção conquistava seu quarto título após 24 anos de seca (último conquista em 1982).

Na sua primeira copa, o jogador já atenuava suas participações em campo. Suspenso por quatro jogos após acertar uma cotovelada no americano Brian McBride, voltou na final e entrou no segundo tempo. Sempre visto como um atleta de personalidade, surpreendeu quando pediu para participar das penalidades, enlouquecendo todos da comissão técnica, elenco e torcida.

Converteu. Tirou das costas o peso colocado por ele próprio.

No auge, o romanista foi alvo de muitas especulações envolvendo seu nome a outros gigantes europeus, e declarou mais uma vez o seu amor ao clube italiano.

“Se dependesse só de mim, estaria pronto para amanhã de manhã assinar um contrato por mais cinco, dez anos, talvez até o fim de 2030”, falou o meio-campista.

Hoje, com 32 anos, o jogador vem sofrendo com lesões e, consecutivamente, é escalado em alguns jogos como reserva. No final de sua carreira, certamente o número 16 será aposentado.