Opinião: Aguirre substituiu com inteligência; o atleticano precisa entender seu novo treinador

Crédito da foto: Divulgação/Bruno Cantini/CAM

Na vitória desta quarta do Atlético-MG, sobre o Independiente del Valle por 1 a 0, despertou a desconfiança do torcedor alvinegro em relação ao treinador Diego Aguirre. Aguirre já surpreendeu a maioria ao escalar a equipe com o estreante Cazares e o contestado Patric, deixando Robinho no banco.

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Mas a real bronca do torcedor atleticano veio no segundo tempo. Na primeira substituição, Aguirre colocou Robinho no lugar de Cazares. Ouviu-se vaias, xingamentos e muitos gritos de “burro” para o treinador uruguaio. Cazares vinha sendo o melhor jogador da partida.

Pra entender essa substituição, precisa lembrar que nem Cazares e muito menos Robinho têm características de recomposição e marcação, alia-se isso à falta de ritmo de jogo de ambos. Aguirre estava no muro. Ou ele avançava o time para fazer o segundo gol, mas com riscos de tomar o empate. Ou ele seguia com uma marcação que estava funcionando, pois o Galo, apesar de não manter o ritmo alucinante do primeiro tempo, pouco foi assustado no segundo.

Aguirre escolheu não tomar o empate. Claro que todos queríamos ver Cazares atuando ao lado de Robinho, mas Aguirre decidiu não arriscar. Naturalmente, Cazares e Robinho serão titulares, mas ainda não estavam prontos para jogarem juntos nesta quarta-feira.O atleticano precisa entender que Aguirre pensa o futebol de maneira mais pragmática e conservadora que Cuca e Levir Culpi. O Galo Doido não existe mais, o que existe é um Galo que começa a pensar que títulos são conquistados por times equilibrados.