Magnano mostra confiança no retorno de Splitter e sonha com a medalha olímpica

Há 163 dias para o início dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o técnico da seleção brasileira de basquete masculino, o argentino Rubén Magnano, disse em entrevista nesta quarta, ao site oficial da CBB (Confederação Brasileira de Basketball), acreditar na possibilidade de levar o time ao tão sonhado pódio, a expectativa do retorno de Tiago Splitter e da preparação do equipe para a competição.

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O treinador afirmou estar ciente das dificuldades que terá pela frente devido ao alto nível dos adversários, porém, crê na possibilidade real de conseguir uma medalha.

“Não há a menor dúvida de que podemos sonhar com isso. Temos que declarar nossa perspectiva por uma medalha. Não está muito longe essa possibilidade. Que é difícil é, mas é algo pelo que temos de lutar. Há muitas variáveis que devem ser levadas em conta, mas acredito nessa possibilidade”.

Questionado sobre o fato de atuar em casa ser uma vantagem em relação aos seus concorrentes, Magnano concorda, mas alerta para que isto não se transforme em um efeito negativo. “Jogar em frente à torcida é uma vantagem. Se me perguntarem o que prefiro jogar em casa ou fora? Com certeza, em casa. É uma coisa única e que poucos atletas, técnicos, dirigentes e torcedores têm como privilégio de ver em casa a sua seleção. Mas temos que avaliar, analisar para não se tornar um problema, com efeito, bumerangue. Isso não me preocupa tanto. O primeiro jogo que temos que ganhar é o da nossa preparação”, opinou.

Apesar de chances remotas em uma recuperação a tempo dos jogos, Magnano se mostrou esperançoso na retorno de Tiago Splitter, o qual será submetido a uma cirurgia no quadril, no dia 25 deste mês.

“A possibilidade de ficar sem o Tiago (Splitter) é um problema para nós, é uma adversidade. Ele é uma referência para a seleção, que encaixa muito bem ofensiva e defensivamente com a equipe. Mas não vou fechar essa janela por agora. Eu tenho uma ponta de esperança e vamos ver o que vai acontecer, mas precisamos esperar conversar com o médico do Brasil para saber se realmente podemos esperar por ele. Até lá estarei pensando e sonhando com a presença dele. Esta é a nossa posição e nosso panorama. Mas vamos falar de coisas positivas e quais as soluções para chegarmos no dia da estreia com a bola ao ar e da melhor maneira possível”.

O técnico ainda comentou sobre a mudança recente de Anderson Varejão na NBA. O atleta que defendia as cores do Cleveland Cavaliers, acertou sua ida para o Golden State Warriors.

“Era um desejo enorme que Anderson fosse trocado, pois não estava sendo considerado mais em sua equipe. É uma troca excelente, pois precisamos que Anderson tenha minutos de quadra para que chegue com basquete na nossa preparação e nas Olímpiadas. É difícil garantir, pois é muito recente, mas espero que ele consiga ingressar na rotação da equipe. Curiosamente, é uma equipe que trabalha muito com esse estilo de rotação. Eu tenho muitas esperanças que comece jogando. Quando estive em Cleveland conversamos bastante, falamos sobre essa situação e como deveria chegar preparado nos Jogos do Rio. Mas ele também estava se preparando e treinando forte para quando chegasse a hora estivesse bem”.

De acordo com uma publicação do Jornal O Globo, o argentino está preocupado com o fato de que alguns jogadores da seleção, tem atuado pouco na NBA, já que para ele, o ideal é estar em quadra, independente da liga que esteja.

“A única verdade é a nossa realidade. Não se pode fugir da realidade. Temos jogadores que estão jogando muito pouco, quase nada. Se jogar na Europa, é muito interessante que jogue na Europa. Se joga na NBA, que jogue na NBA. O importante é que jogue. Agora, eu, Rubén Magnano, o que prefiro? Eu prefiro que jogue numa equipe muito importante do basquete Fiba. Gosto muito mais da formação. Mas tem que ser um clube com pretensões, que jogue um nível de basquete em que o jogador possa desenvolver tudo o que tem. E não adianta falar de caras que viram as costas para a seleção, mas jogam na NBA, na Europa ou Brasil. O que precisamos, mais do que um desenvolvimento tático, é comprometimento com a seleção de seu país”, analisou.